Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

ABRAÇO AO HOSPITAL - SEXTA- 20H

CHO - Posição/Intervenção do CC na Assembleia Municipal


O Conselho da Cidade vem demonstrar a sua extrema preocupação pela situação a que a nossa cidade/região chegou no que diz respeito aos serviços hospitalares.
As notícias vindas a público nos últimos dias sobre a possibilidade de fusão de hospitais e de extinção ou migração de alguns serviços preocupam este Conselho na medida em que somos claramente, neste momento, uma zona desfavorecida, desprotegida e que vai ficar, ou está já, numa situação de grande debilidade no que diz respeito aos cuidados de saúde hospitalares.
Acresce que as notícias não são completamente esclarecedoras prevalecendo a ideia de que reestruturações de serviços na área da saúde para a região estão a ser preparadas em gabinetes fechados, mantendo a população no desconhecimento. Os cidadãos não são informados nem chamados à discussão de assuntos de enorme importância para o seu quotidiano e qualidade de vida.
Qual o padrão de cuidados de cuidados hospitalares que se perspectiva para a nossa região? Que futuro? Depois de enormes promessas, algumas delas bem antigas e outras bastantes recentes, a Cidade corre o risco de ver defraudadas mais uma vez as suas expectativas.
Desde há 35 anos que se fala na necessidade de alargamento do Hospital das Caldas da Rainha e em planos directores para o efeito. Há 16 anos (1996) foi concluída uma primeira fase de ampliação (que contemplou um novo Bloco Operatório, Serviço de Urgência e Imagiologia) e ficou-se a aguardar, sem sucesso, pela prometida segunda fase de ampliação.
Há 3 anos, com a fusão dos Hospitais de Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche e a criação do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) gerou-se a expectativa de que essa estrutura organizativa correspondesse ao embrião da construção de uma nova Unidade hospitalar para toda a região Oeste Norte.
Depois de muitos estudos o local chegou a estar definido, mas as indecisões, os avanços e recuos de uns e os protestos de outros – estamos a falar de Autarcas, levaram a que a solução fosse mais uma vez protelada, com prejuízo para as populações.
Consta-se que, já nos últimos meses, se estuda nos gabinetes
a solução de fusão de mais Hospitais da região, nomeadamente de Caldas da Rainha e Torres Vedras, mas desta vez sem sequer se falar de um novo Hospital e apenas da perda de serviços de um lado e de outro.
Numa altura em que as populações em geral, particularmente as de menores recursos, se confrontam com dificuldades várias – a que não são alheias as perdas de alguns subsídios, de perda de benefícios associados a aumento de taxas e de impostos, surge esta lamentável perspectiva futura de limitação do acesso a determinados cuidados de saúde.
Há responsáveis que classificam essa solução como inevitável, considerando os elevados défices financeiros do Centro Hospitalar.
Mas a falta de condições de infra-estruturas hospitalares, a dificuldade consequente de atrair médicos de algumas especialidades, o elevado défice hospitalar, não são certamente culpa da população.
Não serve o dia de hoje para indicar os culpados mas para exigir responsabilidade e compromisso dos que foram eleitos e nomeados. De todo este processo fica a quase certeza, de que os cidadãos, os utentes do Oeste serão os grandes perdedores.
A troika e o momento económico presente não chegam para justificar à população o quanto vai perder.
A sensação de que o que não foi feito até aqui se agravou e tornou inevitável com a crise mundial não nos serve de consolo. A Cidade e a região têm sido sucessivamente prejudicadas neste campo. Mas o próprio desenvolvimento regional estará em causa.
Mais uma vez: esta fusão de Hospitais só se poderia eventualmente justificar na perspectiva de criação de uma nova e moderna unidade hospitalar que servisse toda a região do Oeste e localizada no seu centro geográfico – Caldas da Rainha.
Não queremos, nem admitimos, o mal menor. A população não aceitará como inevitável aquilo que não o é. Exigimos que o hospital continue a ser uma instituição de referência na Cidade e na Região, que mantenha a sua diferenciação clínica, que não perca valências clínicas fundamentais.
A ter de ocorrer a união gestionária de diferentes hospitais, há pelo menos algumas premissas intocáveis a ter em conta:
Caldas da Rainha não pode perder a natural função centralizadora dos cuidados hospitalares da região;
As características de Urgência Médico-cirúrgica não devem ser perdidas, implicando necessariamente a existência de bloco operatório para intervenções cirúrgicas urgentes no âmbito da Cirurgia Geral e Traumatologia;
A Saúde Materno-infantil deve ser integralmente preservada, implicando a existência de Maternidade e Serviço de Pediatria;
A condição de Cidade Termal, cujas águas têm determinadas características, aconselha a valorização das vertentes assistenciais na área da Reumatologia e Fisiatria (fisioterapia).

Terminamos dizendo que os responsáveis políticos locais não podem envergonhar a memória e a história da Cidade. Não podem contribuir para soluções desenhadas obscuramente e que podem vir a pôr em causa a própria Matriz histórica da Cidade.

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011


No próximo dia 25 de Novembro às 21horas no Auditório da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania, promove um debate tendo em consideração o Estudo de Avaliação, Gestionária, Económica e Financeira sobre o Hospital Termal das Caldas da Rainha, Visando um Modelo de Gestão Autónoma realizado pelo ISCTE – IUL.

O Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania procura deste modo cumprir com mais esta iniciativa, os princípios orientadores que se enquadram no conceito de democracia participativa.

Não é a primeira vez que o Conselho da Cidade dedica atenção a um assunto de importância tão relevante para as Caldas da Rainha, motivo que nos incentiva a prosseguir, colocando-o de novo à apreciação da comunidade no momento em que surge uma proposta qualificada, tendo em vista a dinamização e o redimensionamento de uma atividade que representa a raiz fundadora das nossas Caldas.

Foram convidadas personalidades cujo contributo será por demais valioso para a concretização do objectivo que pretendemos alcançar.

O Conselho da Cidade convida a comunidade caldense a participar em mais esta iniciativa, comprovando com a vossa presença que desejam ser esclarecidos, a fim de poderem ser mais participativos no que respeita a tão pertinente tema.

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

A importância de uma ação qualificada para a educação em proteção civil

Os dados estatísticos e a experiência recente têm vindo a expor publicamente as vulnerabilidades das sociedades contemporâneas, lembrando que estas fazem e farão sempre parte das nossas vidas.

O processo de desenvolvimento económico e uma incessante concentração da humanidade em grandes aglomerados urbanos – mais de metade da população mundial, segundo todas as estimativas – com um número crescente daqueles a atingir a classificação de megacidades, expõe os cidadãos a elevados riscos naturais e tecnológicos. A adequação das estruturas sociais e político-administrativas das cidades e dos países nem sempre acompanha o ritmo daquele processo.

Entre as principais fragilidades das políticas públicas neste campo aponta-se a relativa inabilidade dos sistemas educativos contemporâneos em promoverem o conhecimento sobre aqueles riscos, as causas que lhes subjazem e as respetivas medidas de prevenção e autoproteção, junto de públicos cada vez mais diversificados e com acesso fácil a inúmeras fontes e meios de informação.

Uma análise das razões que estão por detrás dos milhares de vítimas registadas em algumas catástrofes recentes mostra que aquelas resultam também, mas não exclusivamente, de uma cultura de ensino que não fomenta convenientemente a responsabilidade individual e a capacidade de reação dos seus cidadãos. Deste modo encontram-se entre os principais objetivos da educação para a proteção civil a sensibilização e preparação dos indivíduos para a possibilidade de ocorrência de acidentes naturais e tecnológicos em resultado dos quais poderão ser vítimas diretas ou indiretas, com informação sobre as suas causas, sobre as potenciais perdas humanas e materiais e, naturalmente, sobre as medidas mais adequadas para que estas possam ser evitadas ou minimizadas. Este processo deverá ser inclusivo, contínuo, começar nos níveis mais elementares de ensino, ser desenvolvido através de abordagem vívida e positiva, isto é, com base na premissa de que nem todos os acidentes e catástrofes estão para além das nossas capacidades de os controlar e gerir.

Desenvolver o leque de competências entre os alunos, familiarizá-los com os principais riscos e as formas para sua prevenção, constituem premissas essenciais para que estes possam assumir-se como os difusores privilegiados de conhecimento prático sobre estas matérias junto dos seus grupos sociais primários: família, colegas, amigos, vizinhos. Por conseguinte, este processo deverá incluir, para além dos tópicos genéricos acima referidos, uma informação transparente sobre o risco ou conjunto de riscos potenciais da região, cidade ou local onde se habita, trabalha ou estuda.

Filipe Távora

Chefe do Núcleo de Sensibilização, Comunicação e Protocolo da Autoridade Nacional de Protecção Civil

O Conselho da Cidade Associação para a Cidadania em parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha vai levar a efeito uma conferência sobre RISCOS URBANOS no dia 6 de Outubro ás 14.30h no auditório da Expoeste. Participar é um acto de cidadania.

Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Sábado, 13 de Novembro de 2010

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

Disposições Regulamentares : os dois primeiros artigos

Capítulo I - Do Conselho

Artigo 1º
Competências, duração e sede

1. O Conselho da Cidade Associação Para A Cidadania, adiante designado por Conselho, constitui-se como entidade dinamizadora das iniciativas que se enquadram no conceito de democracia participativa.
2. O Conselho age de acordo com princípios de completa independência relativamente aos partidos políticos e aos órgãos de poder democraticamente representativos, sem prejuízo do dever de estabelecer com todos eles relações de colaboração, baseadas no reconhecimento de vantagem para a prossecução do progresso do Concelho das Caldas da Rainha e do bem-estar dos seus Cidadãos.
3. O Conselho tem por objectivo principal fomentar a cooperação entre as organizações sociais e pessoas singulares aderentes e as instituições locais, através da criação de um fórum com competência para debater, propor e promover, sempre que for considerado oportuno e com adequado fundamento, as estratégias de mudança e as condições de melhoria dos diversificados sectores de actividade a nível concelhio, sejam os de natureza económica, social e assistencial, educativa, cultural, desportiva, turística, patrimonial, urbanística, ambiental e ainda, eventualmente, de outros sectores cujo mister seja tido como relevante e de reconhecida idoneidade.
4. O Conselho é constituído por tempo indeterminado.
5. O Conselho tem sede na Rua dos Bombeiros Voluntários, n.º 2 – 1º, na Cidade das Caldas da Rainha.

Artigo 2º

1. O Conselho, em virtude dos princípios que fundamentam e regulam a sua intervenção em prol da democracia participativa, confere atenção ao relacionamento com os órgãos da democracia representativa, considerando que a proficuidade das suas deliberações resulta do mútuo compromisso de inteira complementaridade de acção.
2. O Conselho, no cumprimento das suas competências, pode tomar deliberações cujo teor envolve a necessidade de consideração por parte dos órgãos eleitos da democracia representativa. .
3. Nos casos citados no número anterior, cabe à Comissão Executiva do Conselho
promover a sua apresentação aos órgãos competentes para efeito de apreciação,
ratificação e execução; na eventualidade de ser decidida a rejeição, parcial ou
global, a matéria em apreço será sujeita a reapreciação por parte dos órgãos do
Conselho.

Disposições Regulamentares do CC -Preâmbulo

Na prospectiva de modernização administrativa, as formas de democracia participativa são tidas como uma inevitabilidade. O estabelecimento de uma cultura de consciencialização cívica constitui, neste contexto, um importante elemento favorecedor da credibilidade da democracia participativa, talvez de forma mais evidente a nível autárquico.
É assim essencial instituir esquemas de compatibilização entre esta representação de cidadania orgânica não partidária e a manutenção das formas consagradas de democracia representativa.
Nas Caldas da Rainha, o Poder Local democraticamente eleito assumiu o compromisso de aceitar no seio da sua jurisdição e na condição de mútuo respeito, a existência de um corpo cívico organizado, com o intuito de participar em decisões relevantes, fazendo jus a mais e melhor Cidadania, repercutida nos vários domínios da vida comunitária.
A criação do Conselho da Cidade Associação Para A Cidadania configura a possibilidade da Sociedade Civil poder contribuir de forma legítima, estruturada, para o desenvolvimento da comunidade, circunstância que tem o merecimento de suscitar a introdução de um factor de inovação na própria vivência autárquica.
Ao valorizar a génese do processo nas Caldas da Rainha, revela-se imperativo conferir personalidade ao Conselho da Cidade, dando primazia à caracterização das suas competências, sua composição e funcionalidade, afigurando-se coerente criar condições de diálogo formal entre a Sociedade Civil e o Poder democraticamente eleito, por forma a favorecer a exequibilidade das deliberações tomadas em sede de Conselho da Cidade.

Estatutos do CC

Artigo 1º
Denominação e Natureza
O Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, adiante designada por Conselho, é uma Associação criada pelos presentes estatutos, sem fins lucrativos, que se constitui como entidade dinamizadora das iniciativas da sociedade civil que se enquadram no conceito de democracia participativa, por forma a suscitar o desenvolvimento da comunidade a nível do Concelho das Caldas da Rainha.

Artigo 2º
Duração
O Conselho é constituído por tempo indeterminado.

Artigo 3º
Sede
O Conselho tem a sua sede na Rua dos Bombeiros Voluntários, n.º 2 – 1º andar, na Cidade das Caldas da Rainha.

Artigo 4º
Objectivos
1. Os objectivos do Conselho são os seguintes:
a) Fomentar a cooperação entre as organizações sociais e as pessoas singulares, através da criação de um fórum com competência para debater, promover ou propor com adequado fundamento, as estratégias de mudança e as condições de melhoria dos diversificados sectores de actividade a nível concelhio, sejam os de natureza económica, social e assistencial, educativa, cultural, desportiva, turística, patrimonial, urbanística, ambiental e ainda, eventualmente, de outros sectores cujo mister seja tido como relevante e de reconhecida idoneidade;
b) Agir de acordo com princípios de completa independência relativamente aos partidos políticos e aos órgãos de poder democraticamente representativos, sem prejuízo de estabelecer com todos eles relações de colaboração, baseadas no reconhecimento de vantagens para o progresso do Concelho das Caldas da Rainha e do bem-estar dos seus cidadãos.
2. Na prossecução dos seus objectivos, o Conselho poderá, nomeadamente:
a) Tomar deliberações cujo teor envolve a necessidade de consideração por parte da Assembleia Municipal e/ou da Câmara Municipal das Caldas da Rainha;
b) Promover a apresentação das suas deliberações aos órgãos autárquicos referidos na alínea anterior, sempre que justificado, para efeito de apreciação e eventual ratificação e execução;
c) Acolher e desenvolver intercâmbio com outras organizações que se enquadrem no conceito de democracia participativa, a nível local, nacional ou internacional.




Artigo 5º
Composição
O Conselho é composto:
1. Pelos representantes das organizações sociais aderentes e das que vierem a aderir no futuro, sendo por estas livremente indicados.
1.1.Poderão ter representação no Conselho as organizações sociais de direito privado
sediadas no Concelho das Caldas da Rainha e as de âmbito nacional ou regional com
sede ou delegação aqui estabelecida oficialmente, com excepção das de natureza
confessional ou política e das que visem fins essencialmente lucrativos.
2. Pelas pessoas singulares que subscrevam os princípios orientadores do Conselho.
3. É condição de admissão das pessoas singulares, no Conselho:
a) Ser residente no Concelho das Caldas da Rainha ou
b) Exercer a sua profissão no Concelho das Caldas da Rainha ou
c) Ter uma ligação ao Concelho das Caldas da Rainha que justifique a sua adesão.

Artigo 6º
Organizações Sociais e Pessoas singulares aderentes
1. As organizações sociais e as pessoas singulares que pretenderem aderir ao Conselho deverão:
a) Manifestar a vontade de aderir, através do preenchimento da respectiva ficha de
adesão, dirigida à Comissão Executiva e subscrita pelo representante legal da
organização ou pela pessoa singular, conforme o caso;
b) Facultar ao Conselho uma cópia dos Estatutos, no caso de se tratar de uma
organização social e de tal lhe ser solicitado pelo Conselho;
c) Tratando-se de uma organização social, indicar o seu representante, que entregará na
Mesa da Assembleia Magna uma credencial devidamente autenticada pela
instituição que representa.
2. As organizações sociais aderentes designarão qual o seu representante, sempre que se verificar o início do mandato dos respectivos corpos gerentes
3. A substituição do representante da organização social aderente deverá ser comunicada, em qualquer circunstância, ao Presidente da Mesa da Assembleia Magna, na semana anterior à data da realização da Assembleia seguinte.
4. As organizações sociais representadas e as pessoas singulares, em sede de Assembleia Magna, têm direito ao exercício de apenas um voto.

Artigo 7º
Incompatibilidades
1. A qualidade de membro eleito dos órgãos do Conselho não é acumulável com:
a) O desempenho de funções directivas em partidos políticos;
b) A integração em órgãos do poder nacional, regional ou autárquico;
c) O desempenho de outros cargos de responsabilidade política de livre nomeação
governamental.
2. A candidatura ou a nomeação de membros do Conselho para os órgãos mencionados
nas alíneas do número anterior, implica a suspensão do respectivo mandato.
3. A alínea b) do número 1 do presente artigo não se aplica aos membros designados
pelo Poder Local para integrar a Comissão Executiva do Conselho.




Artigo 8º
Direitos das organizações sociais e pessoas singulares aderentes
1. Constituem direitos das organizações sociais e pessoas singulares aderentes:
a) Eleger e ser eleito para os órgãos do Conselho;
b) Participar nas actividades do Conselho;
c) Solicitar esclarecimentos sobre o funcionamento do Conselho.

Artigo 9º
Deveres das organizações sociais e pessoas singulares aderentes
1. São deveres das organizações sociais e pessoas singulares aderentes:
a) Prestar ao Conselho toda a colaboração necessária à prossecução dos seus objectivos
e actividades, de acordo com as suas possibilidades;
b) Cumprir todas as normas estatutárias e regulamentares, bem como as deliberações dos órgãos do Conselho;
c) Desempenhar os cargos sociais para que forem eleitas, salvo incompatibilidade
consignada no artigo 7º ou outra impossibilidade devidamente justificada;
d) Pagar regularmente as contribuições estabelecidas, salvo se estiverem isentas do seu
pagamento, nos termos regulamentares.

Artigo 10º
Órgãos do Conselho
1. São órgãos do Conselho:
a ) A Assembleia Geral também designada por Assembleia Magna;
b ) A Direcção também designada por Comissão Executiva;
c) O Conselho Fiscal.
2. A duração do mandato dos membros eleitos pela Assembleia Magna para os órgãos do Conselho é de três anos.
3. Podem ser criados grupos de trabalho, para colaborar com os órgãos do Conselho em actividades específicas.

Artigo 11º
Assembleia Magna
1. A Assembleia Magna, adiante designada por Assembleia, funciona ordinária ou extraordinariamente.
2. Ordinariamente, com intervalos de três meses, por convocatória emanada da Mesa da Assembleia.
3. Extraordinariamente, por iniciativa da Mesa ou a requerimento da Comissão Executiva ou ainda de um terço do número das organizações e pessoas singulares que tenham aderido ao Conselho até à data da última Assembleia ordinária.
4. A competência e a forma de funcionamento da Assembleia são as prescritas nas disposições legais, nomeadamente nos Art.ºs 170º a 179º do Código Civil, e ainda nas disposições constantes nos números seguintes.
5. A convocação da Assembleia deverá ser feita por edital e por meio de carta dirigida
a cada uma das organizações sociais e pessoas singulares aderentes, com a
antecedência mínima de dez dias. Na convocatória serão indicados o dia, a hora e o
local da reunião, bem como a respectiva ordem de trabalhos.
6. A Assembleia não pode funcionar em primeira convocação sem a presença de, pelo
menos, metade dos associados.
§ único – No caso das Assembleias extraordinárias convocadas a pedido das
organizações e pessoas singulares aderentes, a Assembleia não poderá em qualquer
caso funcionar sem a presença de, pelo menos, três quartos dos requerentes.
7. Salvo o disposto nas alíneas seguintes, as deliberações são tomadas por maioria
absoluta dos votos das organizações sociais e das pessoas singulares aderentes que
nela participarem em presença física.
a) As deliberações sobre alterações dos estatutos do Conselho exigem o voto
favorável de três quartos do número dos associados presentes na Assembleia;
b) As deliberações sobre a dissolução ou prorrogação do Conselho requerem o voto
favorável de três quartos do número de todos os associados;
8. A Assembleia convocada até 31 de Março apreciará e votará o relatório de
actividades e contas do ano anterior.
9. A Assembleia convocada até 31 de Dezembro apreciará e votará o plano de
actividades e orçamento para o ano seguinte.
10. As Assembleias ordinárias intercalares destinam-se a apreciar e a votar os pontos da ordem de trabalhos considerados pertinentes, constantes da respectiva convocatória.
11. A eleição dos órgãos do Conselho realiza-se de três em três anos, na sessão da
Assembleia destinada à apreciação do relatório e contas.

Artigo 12º
Mesa da Assembleia
1. A Mesa da Assembleia é composta por três membros: Presidente, Vice-Presidente e Secretário.
2. Compete à Mesa da Assembleia dirigir os trabalhos da Assembleia e redigir as respectivas actas.

Artigo 13º
Comissão Executiva
1. A Comissão Executiva do Conselho, adiante designada por Comissão, é composta por cinco membros: Presidente, Secretário, Tesoureiro e dois Vogais.
1.1 A Comissão integra ainda dois membros designados, um pela Assembleia Municipal
das Caldas da Rainha e outro pelo Executivo Camarário das Caldas da Rainha.
1.2 Os membros que integram a Comissão em representação do Poder Local, têm
competência para intervir nas reuniões, com formal registo dos seus pareceres, no
entanto, sem direito a voto.
1.3 Os Órgãos do Poder Local designarão o seu representante em concomitância com o
início de cada legislatura, cessando o seu mandato quando terminarem as suas
funções de representatividade; a sua substituição, em qualquer circunstância, deverá
ser comunicada ao Presidente da Comissão em tempo útil.
2. Compete à Comissão a gerência social, administrativa, financeira e disciplinar do Conselho.
3. A Comissão reunirá, no mínimo, uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre
que seja convocada pelo seu Presidente ou pela maioria dos seus membros.
4. O Conselho obriga-se em quaisquer actos pelas assinaturas de dois membros da
Comissão referidos no número 1 do presente artigo, sendo uma delas obrigatoriamente, a do Presidente ou a do Tesoureiro.





Artigo 14º
Conselho Fiscal
1. O Conselho Fiscal é composto por três elementos: Presidente, Secretário e Relator.
2. Compete ao Conselho Fiscal fiscalizar os actos administrativos e financeiros do Conselho, zelando pelo cumprimento das disposições regulamentares e legais em vigor.
3. O Conselho Fiscal poderá examinar a escrita da Conselho sempre que o entender necessário, competindo-lhe dar parecer sobre o relatório e contas, anualmente apresentados pela Comissão à Assembleia.

Artigo 15º
Património Social
1. O exercício anual do Conselho corresponde ao ano civil.
2. Constituem património do Conselho:
a) As quotas das organizações sociais e pessoas singulares aderentes;
b) Os subsídios e patrocínios de entidades públicas ou privadas desde que não colidam
com os princípios de independência referidos na alínea b) do artigo 4º dos presentes
estatutos, ficando excluídos os provenientes dos partidos políticos ou entidades
religiosas;
c) Os donativos ou legados que lhe venham a ser atribuídos;
d) As receitas provenientes de actividades desenvolvidas pelo Conselho.

Artigo 16º
Disposições finais
No que estes estatutos forem omissos, regem as disposições regulamentares internas
do Conselho, cuja aprovação e alteração é da competência da Assembleia e, na falta
daquelas, rege a lei geral.

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Lei que regula o voluntariado... a ler, muito interessante!

http://www.entrajuda.pt/pdf/Lei71_98.pdf

Quarta-feira, 31 de Março de 2010

Convocatória

Nos termos do nº 5. do art. 11º dos Estatutos de Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, convoco todos os Associados para a Assembleia Magna Ordinária a realizar no dia 15 de Abril próximo futuro, às 21.00 horas no auditório da Associação dos Bombeiros Voluntários na Rua 31 de Janeiro nas Caldas da Rainha com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1º - Informações

2º - Apresentação de relatório e contas relativamente a 2009;

3º - Orçamento para 2010;

4º - Informações a prestar pelos grupos de trabalho;

5º - Plano de actividades para 2010;

6º- Medidas a tomar quanto ao membro da anterior comissão executiva que se vem furtando a colaborar com a actual comissão executiva no que respeita ao fornecimento de elementos relativos ao recebimento de dinheiros no período em que desempenhou funções;

6º - Outras questões de interesse sem carácter deliberativo.



No caso de à hora marcada não se encontrar presente o número de associados legal e estatutariamente necessário, a assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, sendo válidas as deliberações tomadas.

É importante a participação de todos por nos encontrarmos num momento crítico e crucial da vida da nossa Associação.




Caldas da Rainha, 29 de Março de 2010



O Presidente da Mesa da Assembleia Magna


(José Nuno de Almeida Valadas)

Terça-feira, 2 de Março de 2010

Composição da Comissão Executiva

A Comissão Executiva do Conselho de Cidade informa da sua composição por ordem alfabética: Ana Maria Caetano; Lina Nicolau; Lúcia Ferreira; Maria Júlia Carvalho; Teresa Mendes.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

AGENDA 21 LOCAL

Conselho de Cidade Associação para a Cidadania convida Vª. Exª para assistir e participar na sessão que se vai realizar dia 5 de Março,às 21h30min. no Café-Concerto do CCC.

O tema é AGENDA 21 LOCAL. Precisamos de estar informados sobre este instrumento privilegiado de cidadania activa que nos permite participar na construção de uma cidade mais sustentável.
Vamos conversar com quem já tem experiência nesta prática e aprender a fazer bem!



Os nossos convidados são:

Dr. António Eloy - professor universitário de Economia, Ciência Política e Sociologia do Ambiente, além de consultor de empresas na área da educação e do ambiente. Está também ligado à plataforma anti-nuclear, um grupo que está atento ao desenvolvimento da questão energética em Portugal. Tem publicados alguns livros como Ambiente, Letra a Letra; Energias Sem-fim, entre outros. Faz parte da equipa de Helena Roseta no movimento Cidadãos por Lisboa.

Engenheira Maria João Figueiredo – directora da TTerra, empresa que organiza e estrutura Agendas 21. A TTerra é uma empresa de consultoria independente especializada no domínio da Engenharia, Ambiente e Ordenamento do Território. Actuam desde 1991 no caminho do desenvolvimento sustentável e da responsabilidade social.

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Convocam-se os/as associados/as para uma reunião de trabalho a ter lugar no dia 27 de Janeiro, às 18h30, na sede do Conselho de Cidade. Esta reunião tem como objectivo planificar as actividades a levar a cabo neste semestre.

Saudações com cidadania!

A Comissão Executiva

Sábado, 21 de Novembro de 2009

“A política é a arte de impedir as pessoas de meterem o nariz em coisas que lhes dizem realmente respeito” (Paul Valéry, 1871-1945).

Domingo, 29 de Março de 2009

Nova Comissão Executiva Intercalar

O Conselho de Cidade tem uma nova Comissão Executiva Intercalar com um período de vigência que vai de 25 de Março de 2009 ( dia em que foi eleita) até Junho de 2010.

Fazem parte dessa comissão:

Fátima Galvão
Margarida Mauperrin
Ana Maria Caetano
Maria Júlia Carvalho
Teresa Mendes

Domingo, 7 de Setembro de 2008

SESSÃO PÚBLICA- DEBATE


O DESEMPREGO NA REGIÃO, SEUS EFEITOS NA COMUNIDADE.
QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS ?


PROGRAMA

Data - 20 de Setembro
Horário - 14h às 19,30
Local - AUDITORIO MUNICIPAL - CÂMARA MUNICIPAL DAS CALDAS DA RAINHA - PRAÇA 25 DE ABRIL


MESA


Jornalista – Ana Sá Lopes
Presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo - António Fonseca Ferreira
Presidente da Associação Industrial da Região Oeste - Ana Maria Pacheco
Directora do Centro de Emprego de Caldas da Rainha - Célia Roque
Coordenador da União de Sindicatos de Leiria –José Fernando Agostinho



A sessão será moderada pela Jornalista ANA SÁ LOPES, sendo a metodologia aberta - Cada elemento da mesa fará uma síntese inicial de 10 minutos, procurando-se que
a dinâmica seja dada pelos intervenientes presentes na Assembleia.
Dada a pertinência das questões colocadas, apelamos à mobilização e à intervenção de todos aos participantes.



TEMAS EM DEBATE:

- Análise da situação actual na Região das Caldas da Rainha de precariedade e desemprego e seus efeitos socio-económicos;

- Que recursos temos:
. materiais ?
. humanos ?
. culturais ?

- Temos água, temos Sol, temos terra, temos sonhos, temos massa crítica. Que fazer com estas potencialidades ?

- Como gerar e implementar sinergias criativas para o desenvolvimento racional dos recursos da região visando a obtenção do pleno emprego ? Que novos rumos ?

- Temos fundos comunitários. Que projectos para os rentabilizar ?

- Que papel nos é exigido como cidadãos, sociedade civil órgãos do Poder e Instituições cívicas e sociais ?



Caldas da Rainha, 28 de Agosto de 2OO8






O Grupo de Trabalho do Desemprego e a Comissão Executiva do Conselho de Cidade
DEBATE PÚBLICO SOBRE O TEMA: “O DESEMPREGO NA REGIÃO, SEUS EFEITOS NA COMUNIDADE .
QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS ?”

O Conselho de Cidade das Caldas da Rainha - Associação para a Cidadania vai realizar, no próximo dia 20 de Setembro, uma Sessão Pública de debate sobre a grave situação actual de desemprego crescente, em várias áreas de actividade, que se vive no Concelho.
Apesar destes serem problemas que se vivem por todo o País (que atingem directa ou indirectamente milhares de famílias), a situação na região de Caldas, como é óbvio, interessa-nos em particular (desde o sector da cerâmica, da agricultura, do comércio, das pescas, do ensino, entre outros).

Em concreto, por exemplo, problemas como o da SECLA, da Bordalo Pinheiro e de empresas que ao longo destes últimos anos têm vindo a fechar, colocando no desemprego centenas de trabalhadores, sendo factor de pura e simples extinção de postos de trabalho, descartando a sua criatividade e larga experiência. Nestas condições os trabalhadores ou mudam de vida profissional ou simplesmente passam à inactividade, constituindo este facto um acrescido prejuízo, por se perder o saber (feito ao longo de muitos anos) e a transmissão deste a futuros profissionais.

O País e Caldas da Rainha ficam mais pobres pela riqueza económica e profissional que se perdem.

É um mundo em constante mudança, dirão, mas essas mudanças deverão proporcionar outras actividades, outros olhares, outros fazeres. E não a estagnação, o perder de saberes feitos, de mão-de-obra qualificada, de pessoas que já deram provas de competência em diferentes domínios. Uma região não sobrevive se não cuidar dos que nela querem trabalhar. O desemprego é mau a todos os níveis (económicos, sociais, culturais e emocionais). Precisamos de saber, sem véus, nem manhas políticas (de quem se esquece que existem mais pontos de vista que os seus) o que de facto se passa, de investigar e investir no que se pode fazer e definir de forma clara quais as alternativas.

Por outro lado, como em anterior comunicado já chamámos a atenção, o sector da cerâmica ao ser atingido, desta forma, nas Caldas, com a sua quase total destruição, põe em causa um dos principais pilares, raízes, da cidade, o que tem não só implicações graves, em termos económicos, locais e nacionais, como, também, contribui para a nossa progressiva descaracterização, pois está-se perdendo uma fundamental marca emblemática da nossa cidade, que afecta o nosso património cultural, com graves repercussões, também, no sector do turismo, já de si, igualmente, em crise.

Este Conselho de Cidade, como órgão de cidadania activa, considera fundamental que toda a comunidade se envolva numa análise destes fenómenos, tendo em vista encontrar alternativas visando o objectivo último do pleno emprego. E, coincidentemente com este propósito, não podemos ignorar o forte testemunho de resistência pelos legítimos direitos dos 13 trabalhadores "resistentes" da SECLA que não aceitam uma indemnização mitigada que a Administração da empresa lhes quer impôr, que lutam ainda pelos seus postos de trabalho, como, também, questionam a actual gestão empresarial e financeira da empresa.

Porque, também, não aceitamos pacificamente esta evolução negativa, este caminho considerado por alguns “inevitável” para o definhamento do nosso tecido socio-económico, consideramos que é através da reflexão (partindo da análise da situação actual) que, com criatividade e participação cívica, se poderão encontrar novos sinais de esperança.



Assim, vão estar em debate as seguintes questões:

- Porque a criatividade nasce das dificuldades, como fazer para não desperdiçar o potencial humano, artístico, histórico, cultural e económico que temos?

- Que alternativas temos de encontrar para melhorar a nossa qualidade de vida?

- Como têm sido e queremos que sejam utilizados os fundos comunitários?
empresários

- Como fomentar a convergência de esforços visando a satisfação dos justos anseios da comunidade sem o recurso à subsídio-dependência?

- Que estratégias para desenvolver as mais-valias económicas e sociais, as competências e saberes, optimizando todos os recursos?


Assim este Conselho de Cidade, convida os trabalhadores, os empresários, a população da região em geral, bem como todos os intervenientes das instituições da Administração Pública, cívicas e sociais para a sua participação activa neste importante sessão pública.

Porque também a si esta questão diz respeito, venha participar no debate dia 20 de Setembro. Não se demita de contribuir para um efectivo desenvolvimento da nossa sociedade. A sua participação é indispensável!



Caldas da Rainha, 28 de Agosto de 2008


Grupo de Trabalho do Desemprego

Sábado, 12 de Julho de 2008

DESEMPREGO NA REGIÃO, QUE EFEITOS NA COMUNIDADE ?

CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS

O Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, não pode ficar insensível à alarmante situação de desemprego crescente, que se vive no Concelho, reflexo da situação mais geral que afecta o País.
Esta situação, para além de afectar profundamente a vida familiar de muitas pessoas atingidas pelo desemprego e pela precariedade dos postos de trabalho, está a atingir os principais pilares, raízes, da cidade.
A grave crise que atravessa a indústria cerâmica caldense, que nos últimos anos se tem vindo a agravar, com o progressivo encerramento de unidades fabris, culmina, agora, lamentavelmente, com o encerramento da "SECLA", uma das fábricas mais emblemáticas da cerâmica nacional, a par com a "Bordalo Pinheiro", que, por sua vez, atravessa, também, uma preocupante situação.
De igual modo, a contaminação, por focos poluidores, que impedem o desenvolvimento das actividades pesqueiras, na Lagoa de Óbidos, vem afectar a estabilidade económica de quantos dela dependem, designadamente os mariscadores e pescadores.
Neste contexto as repercussões e o impacto, de todas estas situações, são óbvias, não só na Região, como até a nível nacional, as quais poderiam ter sido evitadas ou minoradas, se os poderes político, económico e empresarial, tivessem tomado as medidas que se impunham a um desenvolvimento estratégico justo e adequado.
Assim, este Conselho da Cidade, solidário com todos os que sofrem directamente este problema, considera que todos nós (cidadãos, poder político e empresários) não podemos cruzar os braços. Há que reagir e, a partir da análise destes fenómenos conjunturais, encontrar alternativas. Convidamos, assim, os trabalhadores, os empresários, e a população da região, bem como todos os intervenientes das instituições cívicas e sociais para as intervenções que iremos em breve tornar público, sob o tema "O DESEMPREGO NA REGIÃO, SEUS EFEITOS NA COMUNIDADE. QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS.”
CALDAS DA RAINHA, 11 de julho de 2008
Grupo de Trabalho sobre o Desemprego

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Actualização: CONVOCATÓRIA

Nos termos do nº 5. do art. 11º dos Estatutos de Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, convoco todos os Associados para a Assembleia Magna Ordinária a realizar no dia 20 de Junho de 2008 (6ª feira) às 21 horas na sua sede sita na Rua dos Bombeiros Voluntários, nº 2 – 1º nas Caldas da Rainha, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Informações;

2. Apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas do ano transacto (2007);

3. Discussão da situação financeira do Conselho;

4. Discussão das relações do conselho com as pessoas colectivas aderentes;

5. Informação sobre as actividades realizadas apelos grupos de trabalho bem como sobre as actividades em perspectiva;

6. Outros assuntos de interesse para o Conselho.

No caso de à hora marcada não se encontrar presente o número de associados legal e estatutariamente necessário, a assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, sendo válidas as deliberações tomadas.

Caldas da Rainha, 4 de Junho de 2008

O Presidente da Mesa da Assembleia Magna

José Nuno Almeida Valadas

Sábado, 14 de Junho de 2008

Notícias sobre Experiências de cidadania

Notícia da Gazeta das Caldas AQUI

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Experiências de Cidadania dia 14 de Junho às 15horas


Num momento em que a palavra cidadão parece estar a ser “abafada” ou circunscrita a manobras políticas, é cada vez mais importante relembrar a questão da polis, no sentido em que é o indivíduo que vive e habita num espaço com o qual interage, com o qual vive o quotidiano. Este não se resume às compras no supermercado, aos sobressaltos cíclicos e intermináveis das últimas telenovelas, aos grandes escândalos amorosos, financeiros, políticos das mais mediáticas personagens e daquelas que são inventadas ao sabor do momento, como passatempo para o nosso próprio tédio. O quotidiano é precisamente como e de que forma ainda podemos viver juntos, como podemos ser uns para os outros de forma genuína, espontânea e solidária, sem pequenas artimanhas, sem preconceitos, sem interesses mesquinhos, abstraindo-nos das nossas pequenas querelas para podermos pôr em causa e questionarmos as grandes decisões que acabamos sempre por sofrer sem ter vislumbrado a mínima hipótese de participar.

Todos nós vamos semeando as nossas sementes de cidadão e é neste sentido que o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania – Caldas da Rainha convida todas as cidadãs e cidadãos a partilharem “experiências de cidadania”, Sábado 14 de Junho às 15 horas no Mazagran Café com as MEMÓRIAS DO CIDADÃO JOSÉ DIAS, apresentação do livro publicado pela Editora Afrontamentos na presença do autor José Dias e procurarmos caminhos com a apresentação de "Governo local e Participação: o Caso do Conselho da Cidade de Coimbra" tese de licenciatura de Magda de Andrade Alves, seguido de debate.

Sobre os participantes:

José Dias, nasceu em Braga em 1948, foi dirigente católico, dirigente estudantil, dirigente partidário, técnico sindical, técnico de turismo, assessor político de Jorge Sampaio, dirigente associativo, reside em Coimbra, onde preside ao Conselho da Cidade.

Magda de Andrade Alves, nasceu em França em 1981, veio para Portugal em 2001. Actualmente Mestranda em Sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Foi Investigadora Junior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra de Março 2007 a Maio 2008. Vice-presidente da não te prives- Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, membro individual do Conselho da Cidade de Coimbra, membro da Comissão organizadora do Congresso Feminista 2008 e membro da associação cívica Pro Urbe.

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

DIVULGAÇÃO: Unidade nacional, conflitos regionais: As Exposições dos Centenários em Leiria e nas Caldas, em 1940





"João B. Serra (historiador, Prof. da ESAD do Instituto Politécnico de Leiria) apresenta o resultado de uma incursão no arquivo pessoal de Horácio Eliseu, hoje incorporado nos fundos do Arquivo Distrital.
A documentação seleccionada para esta conversa diz respeito aos trabalhos de preparação de uma Exposição Distrital de que a Câmara Municipal de Leiria encarregou Horácio Eliseu em 1938. A Exposição só viria a ser concretizada em Julho de 1940, associada às Comemorações dos Centenários que o Governo decidira entretanto lançar. Esta associação não se revelou pacífica, suscitando um conflito regional com Caldas da Rainha onde se preparava para a mesma altura uma exposição similar. A forma e protagonistas desse conflito, bem como o seu epílogo será objecto de uma bica no Arquivo Distrital de Leiria no dia 11 de Junho, às 18 horas.

Trata-se, assim, do encerramento deste 1º ciclo de encontros à volta da História Local"


Rua Marcos Portugal, 4
Telef. – 244820050
e-mail – adlra@adleiria.iantt.pt
Site – http://adleiria.iantt.pt

Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Convocatória



Nos termos do nº 5. do art. 11º dos Estatutos de Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, convoco todos os Associados para a Assembleia Magna Ordinária a realizar no dia 20 de Junho de 2008 (6ª feira) às 21 horas na sua sede sita na Rua dos Bombeiros Voluntários, nº 2 – 1º nas Caldas da Rainha, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Informações;

2. Apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas do ano transacto (2007);

3. Discussão da situação financeira do Conselho;

4. Discussão das relações do conselho com as pessoas colectivas aderentes;

5. Informação sobre as actividades realizadas apelos grupos de trabalho bem como sobre as actividades em perspectiva;

6. Outros assuntos de interesse para o Conselho.

No caso de à hora marcada não se encontrar presente o número de associados legal e estatutariamente necessário, a assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, sendo válidas as deliberações tomadas.

Caldas da Rainha, 4 de Junho de 2008

O Presidente da Mesa da Assembleia Magna

José Nuno Almeida Valadas

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Cultura e Cidadania: memórias do Teatro Amador e o novo CCC






















Imagem 1: «Lá Vai Disto!...», folha de rosto do original aprovado mas com cortes de censura por parte da Inspecção dos Espectáculos controlada pela PIDE, 1951

Imagem 2: «Lá Vai Disto!...», final do espectáculo, vendo-se ao centro os actores Luiza Satanella e Fernando Antão, Teatro Pinheiro Chagas, 1951




O processo de construção de equipamentos de cultura nas Caldas da Rainha deveria marcar, decididamente, os primeiros anos do novo século ao nível da cultura arquitectónica e das manifestações das artes de palco. Se a programação desses espaços deve ser moderna, vanguardista e tomando passo com a contemporaneidade artística do país e do mundo, também será um campo fértil de afectos, nos quais têm cabimento a dignificação da memória de actividades locais que outras gerações de caldenses souberam fazer como forma de participação cívica e como papel desinteressado de quantos dispensaram protagonismos elitistas e moveram a adesão voluntária das pessoas a causas comuns. Será que isso foi, ou será, salvaguardado?

1. A Cultura Urbana e o Centro Cultural e de Congressos (CCC)

As cidades favorecem a criação cultural, e a sua dimensão condiciona a amplitude e a frequência de acontecimentos artísticos, não prejudicando, contudo, a qualidade dos programas de actividades ou da própria arquitectura que os envolve. As cidades, qualquer que seja a sua dimensão, são locais onde se pode trabalhar e consumir, pelo que se exigirá a humanização no planeamento dos novos espaços urbanos com a integração de equipamentos culturais que estimulem convivialidade e a cidadania. Por exemplo, as pequenas cidades não devem estar condenadas a uma cultura limitativa. É neste sentido que as cidades devem ser personalizadas, mas ao mesmo tempo abertas ao mundo, para que se estabeleça uma ligação global e se confrontem vários modelos e práticas culturais. Uma estratégia correcta de desenvolvimento cultural obriga a uma articulação com o urbanismo, o património, a economia, que assimilam um desenvolvimento equilibrado.[1] Importa integrar as festas, os festivais, espectáculos, as semanas gastronómicas ou outros eventos regulares, dentro das dinâmicas culturais fortes, com incidência na reabilitação urbana e na construção de centros de produção cultural.

Os museus municipais, que têm de positivo por exemplo o acesso gratuito dos públicos, devem ver reforçados os seus recursos humanos especializados, técnicos e no campo do serviço educativo. Urge saber qual o futuro da rede municipal de museus e desta com o novo CCC.

Os futuros espaços culturais da cidade devem representar marcas importantes de contemporaneidade na produção cultural, a que deve corresponder redes de programação regular concordadas entre gestores políticos e programadores institucionais independentes e criadores artísticos, porque o sucesso de um projecto local é o contributo fundamental para o desenvolvimento da cultura nacional.

Os novos edifícios do CCC e do Teatro da Rainha (a construir) deveriam determinar para o futuro o reforço da cidade como centro de cultura de referência nas artes do espectáculo. Em ambos, o teatro é uma das artes comuns, cumprindo o desígnio da descentralização.

2. Uma Memória do Teatro Amador

Há 50 anos, a cidade das Caldas da Rainha tinha um conjunto de cidadãos seus reconhecidos fora de portas pelo seu gosto pelo Teatro, animando diversos locais de representação, em benefício de instituições de solidariedade social, como os Bombeiros e o Montepio, nos palcos do Teatro Pinheiro Chagas, do Salão Ibéria e dos Pimpões. Comédias, revistas e operetas chegavam a ter criações notáveis, em resultado da generosidade e profundo gesto de participação cidadã dos caldenses.

Desde 1950, que a consagrada actriz italiana Luiza Satanella, então a residir em Óbidos, passou a colaborar em espectáculos de amadores locais (como foi exemplo o espectáculo «Lá Vai Disto!...», de 1951, visionado pela censura política), e, desde 1956,que se constituiu o Conjunto Cénico Caldense (o primeiro CCC). Estes e outros factos dessa época, ligados à vida caldense, já foram sobejamente historiados em diversas circunstâncias, tanto em tertúlias recentes, como nas páginas de publicações locais, como a revista Cidade Termal (n.º 8) e os jornais Gazeta das Caldas e Jornal das Caldas.

De entre todos os amadores caldenses, é justo referir o nome de Fernando Antão, pela sua viva presença como encenador e actor, mas também porque foi guardião de inúmeras memórias escritas e iconográficas desse tempo, como talvez apenas a também saudosa Arminda Alves, mas creio em menor número.

Fernando Antão desde muito cedo que pisou o palco. Tinha 9 anos, quando fez o monólogo “Fogueteiro”, continuando com outros mais, depois colaborando em diversas peças e, já nos anos 50, produzindo momentos inesquecíveis para todos os que ainda se recordam, porque têm idade para isso. O apego ao Teatro continuou em Lisboa mas, sempre quando vinha às Caldas, um dos sonhos que transmitia aos seus contemporâneos, e a mim próprio que o conheci muito mais tarde pela diferença de idade, era o de contribuir para um novo espaço museológico ou de memória.

Agora que o novo CCC é inaugurado, lembro a proposta, aprovada, em Assembleia Municipal, no início do ano 2000, em que, a propósito do falecimento de Fernando Antão, defendi precisamente a existência, aí, de uma área expositiva em memória do Teatro Amador Caldense.

Como prova da veracidade do facto, transcreve-se a acta dessa intervenção:

O senhor deputado Jorge Mangorrinha pediu a palavra para dizer que no passado mês de Dezembro faleceu em Lisboa mais um caldense cujo nome ficou intimamente ligado ao Teatro Amador Caldense. Trata-se de Fernando Antão, que durante os anos 50 e 60 personalizou, com tantos outros, um momento de afirmação das Caldas no universo artístico português.
Durante anos o teatro esteve ligado à animação cultural desenvolvida pelas Sociedades Caldenses de Cultura e Recreio. Desde a Sociedade Dramática Caldense ao Conjunto Cénico Caldense, muitos foram os nomes que nesta terra fizeram um teatro de grande dedicação e espontaneidade, contribuindo para que esta arte se tornasse um meio privilegiado de divulgação de Cultura.
Mais recentemente, nos anos 80, Fernando Antão contribuiu com a sua dedicação e experiência para a concretização de um momento único, que foi o projecto “Revista das Revistas”, que fez o repositório das realizações teatrais Caldenses.
Já nos anos 90, em Lisboa, ambos iniciámos um processo que objectivava o levantamento histórico e a homenagem a todos aqueles que se dedicaram nas Caldas ao Teatro Amador. Por várias razões o processo teve de ser parcialmente suspenso, levando apenas ao reinicio da actividade teatral na Sociedade “Os Pimpões”, a que se deve o interesse desta colectividade e o trabalho de outros caldenses que deram continuidade, em parte, aos nossos objectivos.

Em seguida apresentou a seguinte proposta:

Face ao exposto anteriormente (introdução), propõe-se que o próximo Equipamento Cultural a construir nas Caldas da Rainha, com funções de sala de espectáculos e de congressos, preveja no seu programa funcional a existência de uma área ampla onde seja criado um espaço de memória do Teatro Amador Caldense e de todos aqueles que se dedicaram, abnegadamente, para a afirmação das Caldas, contribuindo certamente para juntar num sítio condigno todo o acervo documental, representativo dessa época, distribuído actualmente por diferentes pertenças. [2]


Uma exposição recente realizada no Café Central podia ter servido para germinar uma outra mais vasta e cientificamente dotada de contextualização no âmbito da História do Teatro Amador em Portugal e dos próprios domínios da Sociologia e Cultura Urbanas. Exposição essa que serviria para congregar alguma documentação dispersa que existe, bem como recordar para sempre um período de sã participação dos caldenses em actividades culturais e de intensa intervenção cívica. Uma lição de Cidadania.

Jorge Mangorrinha

Lisboa, 25 de Abril de 2008



[1]Fernando Mora Ramos, Está tudo bem com o Teatro?, Lisboa, Edições Cotovia, 1999, citado por João Francisco Rodrigues Falcato, A Política Cultural nos Municípios: o Exemplo do Teatro, Congresso Internacional “Ordenamento Territorial e Desenvolvimento Urbano”, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, 24-26 de Novembro de 2004, pp. 4-5.
[2]Sessão de Câmara de 7 de Fevereiro, na Reunião de 8 de Fevereiro de 2000.



Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

CARTAZES CORES DA CIDADANIA

Ver AQUI todos os trabalhos recebidos

Exposição e Serão dia 25 de Abril 2008


Exposição: As Cores da Cidadania

Serão de Abril: “Tecer os Cravos de Abril”

Associação para a Cidadania

– Conselho da Cidade -

de 25 a 27 de Abril de 2008 na antiga Pensão Portugal (Rua das Montras)

A Comissão Executiva da Associação para a Cidadania sabendo como faz falta falarmos das coisas que interessam a vida do nosso Concelho, está empenhada em promover uma série de encontros, conversas e iniciativas em torno daquilo que nos diz respeito com o fim de juntar cidadãos interessados em constituir grupos de trabalho nas diversas áreas relativas à cidadania.

Pareceu-nos muito oportuno expor os trabalhos realizados no âmbito da campanha intitulada “ As Cores da Cidadania” neste dia importante para a democracia portuguesa e promover um primeiro encontro: “ Tecer os Cravos de Abril” em torno da memória do 25 de Abril.

A Associação para a Cidadania agradece a participação dos professores e alunos, cujos cartazes se encontram online AQUI e que serão expostos na antiga Pensão Portugal durantes os dias 25, 26 e 27 de Abril.

Programa:

Sexta-feira 25 de Abril

15:00 Abertura da exposição “As Cores da Cidadania”

Convívio nocturno: “Tecer os Cravos de Abril”

Sábado 26 de Abril

Exposição aberta das 11:00 às 17:00

Domingo 27 de Abril

Encerramento da Exposição às 13:00.

Pensamos que só podemos crescer e promover um futuro promissor ao Concelho se houver cidadãos atentos e dispostos a partilhar os seus saberes em torno de todas as áreas da vida do Nosso Concelho!

Estão TODOS convidados! Venham dar VOZ à VOZ!


Actualização: Conversa com Paulo Ribeiro

Em breve encontrarão aqui um resumo sobre o encontro com Paulo Ribeiro dia 19 de abril no Mazagran Café.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Ontem, fomos aos Precários. 2º Encontros Mal Empregados

"2º Encontros Mal Empregados"

A antiga Pensão Portugal situada na Rua das Montras, por cortesia do Sr. Alberto Pereira, abriu de novo as suas portas no passado dia 16 de Abril, desta vez para receber o "2º Encontros Mal Empregados". Este encontro visou discutir a precariedade no emprego e foi uma forma do movimento MayDay e da Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha, promoverem o debate sobre uma situação emergente que atinge mais de um quarto da população em Portugal a trabalhar num regime precário de recibos verdes e em condições socialmente injustas, dando-se continuidade aos encontros/debates que se iniciaram o ano passado em Caldas da Rainha.

O encontro contou com a prestável colaboração do advogado Rui Tibério e Tiago Gillot, e para além do debate, os participantes puderam desfrutar de vários petiscos, ao som dos músicos de intervenção Diana e Pedro.

As portas da antiga Pensão Portugal foram abertas às dezoito horas, tal como estava divulgado, mas a maior parte dos participantes, cerca de três dezenas de pessoas, apenas começaram a chegar depois das dezanove horas.

A conversa entre os presentes decorreu de um modo informal, com o relato de experiências, a troca de informações e o debate de ideias. Os representantes do MayDay deram a conhecer as actividades que as organizações contra a precariedade no emprego têm promovido e apresentaram alguns dados úteis e importantes sobre a precariedade em Portugal. E porque se pretendeu apontar algumas orientações práticas, referiu-se que é muito importante o esforço de todos e que esse esforço passa pelo contributo e/ou participação em actividades, encontros e acções de rua, de modo a se concentrarem esforços e dar-se mais força à voz colectiva contra as condições de precariedade no emprego.

A este propósito, o MyDay divulgou que no próximo dia 1 de Maio se vai realizar em Lisboa a parada Precária e a Associação para a Cidadania considerou muito importante, porque é um acto de cidadania, continuar a promover iniciativas que contribuam para a resolução deste problema.

A actuação dos músicos Diana e Pedro animou o encontro, não só pela criatividade musical mas também pela força inspiradora dos seus textos críticos.

Por volta da meia-noite, a antiga Pensão Portugal encerrou as suas portas, ficando a ideia de que as nossas convicções saíram reforçadas e que no dia seguinte, todos iríamos continuar a dar o nosso esforço para esta causa.

Endereços úteis para divulgar, consultar todos os dias e onde podemos dar o nosso contributo:

Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha: http://ccid-cr.blogspot.com

F.E.R.V.E.: http://fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

MayDay: http://www.maydaylisboa.net

Precários Inflexíveis: http://precariosinflexiveis.blogspot.com

Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha


Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Políticas culturais












“Os que faltam à verdade nas pequenas coisas,

Não merecem confiança nas coisas importantes.”

(Albert Einstein)

Ao longo desta caminhada, aprendi com o tempo, como membro da Comissão Executiva, que o humor faz bem à saúde e recomenda-se, e que nos seus grandes momentos do talento, o humorista, ilumina-nos, escondendo a mais profunda e evidente sabedoria com o riso e a gargalhada espontânea.

Não me é difícil explicar por que resolvi escrever este texto e partilhar convosco tal leitura, mas tal como escrevi ao princípio é porque “os que faltam à verdade nas pequenas coisas, não merecem confiança nas coisas importantes”. Ao que me parece, ao identificarem-se certos “agentes culturais”, ou melhor, o empreendorismo cultural, possivelmente a actividade cultural mais poderosa entre as que moldam a sociedade actual e, quer nos demos conta disso ou não, provoca e provocará alterações importantes que reflectir-se-ão no nosso comportamento individual e social. Eticamente isto não tem sentido porque separam o que é daquilo que desejamos e, de um modo um pouco arrogante da minha parte, o “temos de conhecer, iremos conhecer”, não se traduz em cultura no “como conhecemos, iremos aplicar”, até mesmo porque, cada descoberta cultural não traz consigo um manual de instruções para se aplicar, nem é tão pouco um pacote do género “pague um leve três”.

Se a presente conversa com Paulo Ribeiro, contribuir para o Estado da cultura em Caldas da Rainha, que assim seja, porque nunca se deve defender o medo de qualquer conversa, mesmo que haja a tentativa de aconselhar tal procedimento, como se faz nos maços de cigarros, onde neste caso se poderia ler “cuidado que a presente conversa poderá fazer mal à sua saúde mental”. No entanto há que chamar a atenção para qualquer que seja a opinião final do cidadão, penso que a conversa lhe será de maior proveito e também que lhe servirá de exemplo.

Atribui-se apocrificamente à arte jocosa de que a filosofia político-cultural é tão útil para os ditos “agentes culturais”, como a ornitologia para o estudo das aves. A ironia a esta graça merece a devida atenção, mas antes devemos rir, pois no rir está a descoberta nem que seja da própria desconfiança, já que ao grande timoneiro das culturices, ao ter lançado uma campanha contra as aves que destruíam, segundo ele, as culturas agrícolas, aos poucos quase se exterminavam todos os pássaros e, assim, quase se destruíam também as culturas, porque qualquer ornitólogo poderia ter informado os ideólogos, que os odiados pássaros se alimentavam dos insectos que constituíam, esses sim, um perigo muito maior para a agricultura do que as próprias aves. Ora esta casualidade do efeito-causa aplica-se aos ditos agentes, como sábias moscas que se colocam em cima de qualquer porcaria com a mesma facilidade com que pousam em cima da coisa mais bela e sublime, onde estes sabujos com pés de veludo labutam, ora a troco de uma esmola, ora querendo parecer aquilo que não são, mas que são aquilo que sempre foram – oportunistas. Porque nós cidadãos, na condição de humildes pessoas de bem, conseguimos ver. E ver mais longe é uma qualidade que nem todos têm.

Agostinho Brandão

Domingo, 13 de Abril de 2008

Folheto do 2º Encontro Mal Empregados




Dia 16 de Abril às 18:00
na antiga Pensão Portugal- rua das montras
Com Rui Tibério (Advogado) e membros do Mayday Lisboa

Vamos aos precários?


Conferência/debate: Poder local e participação pública


A conferência/debate organizada/o pela Convergir com o apoio da Associação Comercial do Porto e a Lipor foi muito benéfica para Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade- começar a teçer laços com outras Associações empenhadas na cidadania e para delinearmos juntos estratégias fundamentais ...
Resumo:
O objectivo principal da conferência e debate organizado pela Plataforma Interassociativa Convergir, com o apoio da Lipor e da associação comercial, no Porto, dia 11 de Abril na Bolsa era “recolher sugestões e ideias para incentivar alguma forma, a definir futuramente, de tornar mais actuante a intervenção da sociedade civil na cidade do Porto sobre as questões da cidade, designadamente em matéria ambiental e urbanística, para isso ouvindo dirigentes dos dois únicos Conselhos de Cidade existentes no país, o de Caldas da Rainha e o de Coimbra e de um representante da Lipor”. Portanto, ambos os Conselhos de Cidade tinham de ter em conta o objectivo do encontro, assim como, no caso da associação caldense, fazer uma breve apresentação sobre o contexto histórico da fundação do Conselho de Cidade de Caldas da Rainha, estrutura, funcionamento, relações com o poder local, com a população e os seus objectivos e intenções. Os objectivos do encontro foram atingidos, no sentido em que, por um lado, a conferência favoreceu o diálogo entre as associações preocupadas com questões relativas às cidade numa postura que pretendia abrir o debate, isto é, dar a palavra ao cidadão presente na sala, e, por outro lado, o Conselho da Cidade das Caldas da Rainha teve a oportunidade de se dar a conhecer tanto em torno da sua criação, como nas suas propostas e estratégias presentes. Houve entre 40 e 50 participantes que intervieram com perguntas pertinentes em torno da função das associações para a cidadania, das estratégias e acções a desenvolver, das questões ligadas à discussão do PDM, implementação da Agenda 21 Local, como dialogar com o poder local, qual a postura diante dos partidos, mas também foram abordas questões relativas à falta de adesão dos cidadãos, assim como dois aspectos com alguma relevância na nossa sociedade tais como as indignações pontuais e os novos agentes públicos emergentes. O Conselho da Cidade das Caldas fez um resumo histórico e, baseado no seu plano de acção, explicitou algumas das estratégias que está a desenvolver junto do cidadão.

Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Dia 16 de Abril, vamos aos precários!

Conversa com a presença de Rui Tibério e membros do MayDay Lisboa!