quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Saudações com cidadania!
A Comissão Executiva
sábado, 21 de Novembro de 2009
domingo, 29 de Março de 2009
Nova Comissão Executiva Intercalar
Fazem parte dessa comissão:
Fátima Galvão
Margarida Mauperrin
Ana Maria Caetano
Maria Júlia Carvalho
Teresa Mendes
domingo, 7 de Setembro de 2008
O DESEMPREGO NA REGIÃO, SEUS EFEITOS NA COMUNIDADE.
QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS ?
PROGRAMA
Data - 20 de Setembro
Horário - 14h às 19,30
Local - AUDITORIO MUNICIPAL - CÂMARA MUNICIPAL DAS CALDAS DA RAINHA - PRAÇA 25 DE ABRIL
MESA
Jornalista – Ana Sá Lopes
Presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo - António Fonseca Ferreira
Presidente da Associação Industrial da Região Oeste - Ana Maria Pacheco
Directora do Centro de Emprego de Caldas da Rainha - Célia Roque
Coordenador da União de Sindicatos de Leiria –José Fernando Agostinho
A sessão será moderada pela Jornalista ANA SÁ LOPES, sendo a metodologia aberta - Cada elemento da mesa fará uma síntese inicial de 10 minutos, procurando-se que
a dinâmica seja dada pelos intervenientes presentes na Assembleia.
Dada a pertinência das questões colocadas, apelamos à mobilização e à intervenção de todos aos participantes.
TEMAS EM DEBATE:
- Análise da situação actual na Região das Caldas da Rainha de precariedade e desemprego e seus efeitos socio-económicos;
- Que recursos temos:
. materiais ?
. humanos ?
. culturais ?
- Temos água, temos Sol, temos terra, temos sonhos, temos massa crítica. Que fazer com estas potencialidades ?
- Como gerar e implementar sinergias criativas para o desenvolvimento racional dos recursos da região visando a obtenção do pleno emprego ? Que novos rumos ?
- Temos fundos comunitários. Que projectos para os rentabilizar ?
- Que papel nos é exigido como cidadãos, sociedade civil órgãos do Poder e Instituições cívicas e sociais ?
Caldas da Rainha, 28 de Agosto de 2OO8
O Grupo de Trabalho do Desemprego e a Comissão Executiva do Conselho de Cidade
QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS ?”
O Conselho de Cidade das Caldas da Rainha - Associação para a Cidadania vai realizar, no próximo dia 20 de Setembro, uma Sessão Pública de debate sobre a grave situação actual de desemprego crescente, em várias áreas de actividade, que se vive no Concelho.
Apesar destes serem problemas que se vivem por todo o País (que atingem directa ou indirectamente milhares de famílias), a situação na região de Caldas, como é óbvio, interessa-nos em particular (desde o sector da cerâmica, da agricultura, do comércio, das pescas, do ensino, entre outros).
Em concreto, por exemplo, problemas como o da SECLA, da Bordalo Pinheiro e de empresas que ao longo destes últimos anos têm vindo a fechar, colocando no desemprego centenas de trabalhadores, sendo factor de pura e simples extinção de postos de trabalho, descartando a sua criatividade e larga experiência. Nestas condições os trabalhadores ou mudam de vida profissional ou simplesmente passam à inactividade, constituindo este facto um acrescido prejuízo, por se perder o saber (feito ao longo de muitos anos) e a transmissão deste a futuros profissionais.
O País e Caldas da Rainha ficam mais pobres pela riqueza económica e profissional que se perdem.
É um mundo em constante mudança, dirão, mas essas mudanças deverão proporcionar outras actividades, outros olhares, outros fazeres. E não a estagnação, o perder de saberes feitos, de mão-de-obra qualificada, de pessoas que já deram provas de competência em diferentes domínios. Uma região não sobrevive se não cuidar dos que nela querem trabalhar. O desemprego é mau a todos os níveis (económicos, sociais, culturais e emocionais). Precisamos de saber, sem véus, nem manhas políticas (de quem se esquece que existem mais pontos de vista que os seus) o que de facto se passa, de investigar e investir no que se pode fazer e definir de forma clara quais as alternativas.
Por outro lado, como em anterior comunicado já chamámos a atenção, o sector da cerâmica ao ser atingido, desta forma, nas Caldas, com a sua quase total destruição, põe em causa um dos principais pilares, raízes, da cidade, o que tem não só implicações graves, em termos económicos, locais e nacionais, como, também, contribui para a nossa progressiva descaracterização, pois está-se perdendo uma fundamental marca emblemática da nossa cidade, que afecta o nosso património cultural, com graves repercussões, também, no sector do turismo, já de si, igualmente, em crise.
Este Conselho de Cidade, como órgão de cidadania activa, considera fundamental que toda a comunidade se envolva numa análise destes fenómenos, tendo em vista encontrar alternativas visando o objectivo último do pleno emprego. E, coincidentemente com este propósito, não podemos ignorar o forte testemunho de resistência pelos legítimos direitos dos 13 trabalhadores "resistentes" da SECLA que não aceitam uma indemnização mitigada que a Administração da empresa lhes quer impôr, que lutam ainda pelos seus postos de trabalho, como, também, questionam a actual gestão empresarial e financeira da empresa.
Porque, também, não aceitamos pacificamente esta evolução negativa, este caminho considerado por alguns “inevitável” para o definhamento do nosso tecido socio-económico, consideramos que é através da reflexão (partindo da análise da situação actual) que, com criatividade e participação cívica, se poderão encontrar novos sinais de esperança.
Assim, vão estar em debate as seguintes questões:
- Porque a criatividade nasce das dificuldades, como fazer para não desperdiçar o potencial humano, artístico, histórico, cultural e económico que temos?
- Que alternativas temos de encontrar para melhorar a nossa qualidade de vida?
- Como têm sido e queremos que sejam utilizados os fundos comunitários?
empresários
- Como fomentar a convergência de esforços visando a satisfação dos justos anseios da comunidade sem o recurso à subsídio-dependência?
- Que estratégias para desenvolver as mais-valias económicas e sociais, as competências e saberes, optimizando todos os recursos?
Assim este Conselho de Cidade, convida os trabalhadores, os empresários, a população da região em geral, bem como todos os intervenientes das instituições da Administração Pública, cívicas e sociais para a sua participação activa neste importante sessão pública.
Porque também a si esta questão diz respeito, venha participar no debate dia 20 de Setembro. Não se demita de contribuir para um efectivo desenvolvimento da nossa sociedade. A sua participação é indispensável!
Caldas da Rainha, 28 de Agosto de 2008
Grupo de Trabalho do Desemprego
sábado, 12 de Julho de 2008
CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS
O Conselho da Cidade Associação para a Cidadania, não pode ficar insensível à alarmante situação de desemprego crescente, que se vive no Concelho, reflexo da situação mais geral que afecta o País.
Esta situação, para além de afectar profundamente a vida familiar de muitas pessoas atingidas pelo desemprego e pela precariedade dos postos de trabalho, está a atingir os principais pilares, raízes, da cidade.
A grave crise que atravessa a indústria cerâmica caldense, que nos últimos anos se tem vindo a agravar, com o progressivo encerramento de unidades fabris, culmina, agora, lamentavelmente, com o encerramento da "SECLA", uma das fábricas mais emblemáticas da cerâmica nacional, a par com a "Bordalo Pinheiro", que, por sua vez, atravessa, também, uma preocupante situação.
De igual modo, a contaminação, por focos poluidores, que impedem o desenvolvimento das actividades pesqueiras, na Lagoa de Óbidos, vem afectar a estabilidade económica de quantos dela dependem, designadamente os mariscadores e pescadores.
Neste contexto as repercussões e o impacto, de todas estas situações, são óbvias, não só na Região, como até a nível nacional, as quais poderiam ter sido evitadas ou minoradas, se os poderes político, económico e empresarial, tivessem tomado as medidas que se impunham a um desenvolvimento estratégico justo e adequado.
Assim, este Conselho da Cidade, solidário com todos os que sofrem directamente este problema, considera que todos nós (cidadãos, poder político e empresários) não podemos cruzar os braços. Há que reagir e, a partir da análise destes fenómenos conjunturais, encontrar alternativas. Convidamos, assim, os trabalhadores, os empresários, e a população da região, bem como todos os intervenientes das instituições cívicas e sociais para as intervenções que iremos em breve tornar público, sob o tema "O DESEMPREGO NA REGIÃO, SEUS EFEITOS NA COMUNIDADE. QUE ESTRATÉGIAS LOCAIS E NACIONAIS.”
CALDAS DA RAINHA, 11 de julho de 2008
Grupo de Trabalho sobre o Desemprego
quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Actualização: CONVOCATÓRIA
1. Informações;
2. Apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas do ano transacto (2007);
3. Discussão da situação financeira do Conselho;
4. Discussão das relações do conselho com as pessoas colectivas aderentes;
5. Informação sobre as actividades realizadas apelos grupos de trabalho bem como sobre as actividades em perspectiva;
6. Outros assuntos de interesse para o Conselho.
No caso de à hora marcada não se encontrar presente o número de associados legal e estatutariamente necessário, a assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, sendo válidas as deliberações tomadas.
Caldas da Rainha, 4 de Junho de 2008
O Presidente da Mesa da Assembleia Magna
José Nuno Almeida Valadas
sábado, 14 de Junho de 2008
segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Experiências de Cidadania dia 14 de Junho às 15horas

Num momento em que a palavra cidadão parece estar a ser “abafada” ou circunscrita a manobras políticas, é cada vez mais importante relembrar a questão da polis, no sentido em que é o indivíduo que vive e habita num espaço com o qual interage, com o qual vive o quotidiano. Este não se resume às compras no supermercado, aos sobressaltos cíclicos e intermináveis das últimas telenovelas, aos grandes escândalos amorosos, financeiros, políticos das mais mediáticas personagens e daquelas que são inventadas ao sabor do momento, como passatempo para o nosso próprio tédio. O quotidiano é precisamente como e de que forma ainda podemos viver juntos, como podemos ser uns para os outros de forma genuína, espontânea e solidária, sem pequenas artimanhas, sem preconceitos, sem interesses mesquinhos, abstraindo-nos das nossas pequenas querelas para podermos pôr em causa e questionarmos as grandes decisões que acabamos sempre por sofrer sem ter vislumbrado a mínima hipótese de participar.
Todos nós vamos semeando as nossas sementes de cidadão e é neste sentido que o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania – Caldas da Rainha convida todas as cidadãs e cidadãos a partilharem “experiências de cidadania”, Sábado 14 de Junho às 15 horas no Mazagran Café com as MEMÓRIAS DO CIDADÃO JOSÉ DIAS, apresentação do livro publicado pela Editora Afrontamentos na presença do autor José Dias e procurarmos caminhos com a apresentação de "Governo local e Participação: o Caso do Conselho da Cidade de Coimbra" tese de licenciatura de Magda de Andrade Alves, seguido de debate.
Sobre os participantes:
José Dias, nasceu em Braga em 1948, foi dirigente católico, dirigente estudantil, dirigente partidário, técnico sindical, técnico de turismo, assessor político de Jorge Sampaio, dirigente associativo, reside em Coimbra, onde preside ao Conselho da Cidade.
Magda de Andrade Alves, nasceu em França em 1981, veio para Portugal em 2001. Actualmente Mestranda em Sociologia na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Foi Investigadora Junior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra de Março 2007 a Maio 2008. Vice-presidente da não te prives- Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, membro individual do Conselho da Cidade de Coimbra, membro da Comissão organizadora do Congresso Feminista 2008 e membro da associação cívica Pro Urbe.
sexta-feira, 6 de Junho de 2008
DIVULGAÇÃO: Unidade nacional, conflitos regionais: As Exposições dos Centenários em Leiria e nas Caldas, em 1940
"João B. Serra (historiador, Prof. da ESAD do Instituto Politécnico de Leiria) apresenta o resultado de uma incursão no arquivo pessoal de Horácio Eliseu, hoje incorporado nos fundos do Arquivo Distrital.
A documentação seleccionada para esta conversa diz respeito aos trabalhos de preparação de uma Exposição Distrital de que a Câmara Municipal de Leiria encarregou Horácio Eliseu em 1938. A Exposição só viria a ser concretizada em Julho de 1940, associada às Comemorações dos Centenários que o Governo decidira entretanto lançar. Esta associação não se revelou pacífica, suscitando um conflito regional com Caldas da Rainha onde se preparava para a mesma altura uma exposição similar. A forma e protagonistas desse conflito, bem como o seu epílogo será objecto de uma bica no Arquivo Distrital de Leiria no dia 11 de Junho, às 18 horas.
Trata-se, assim, do encerramento deste 1º ciclo de encontros à volta da História Local"
Rua Marcos Portugal, 4
Telef. – 244820050
e-mail – adlra@adleiria.iantt.pt
Site – http://adleiria.iantt.pt
quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Convocatória
1. Informações;
2. Apresentação, discussão e aprovação do relatório e contas do ano transacto (2007);
3. Discussão da situação financeira do Conselho;
4. Discussão das relações do conselho com as pessoas colectivas aderentes;
5. Informação sobre as actividades realizadas apelos grupos de trabalho bem como sobre as actividades em perspectiva;
6. Outros assuntos de interesse para o Conselho.
No caso de à hora marcada não se encontrar presente o número de associados legal e estatutariamente necessário, a assembleia reunirá meia hora depois com qualquer número, sendo válidas as deliberações tomadas.
Caldas da Rainha, 4 de Junho de 2008
O Presidente da Mesa da Assembleia Magna
José Nuno Almeida Valadas
sexta-feira, 2 de Maio de 2008
sexta-feira, 25 de Abril de 2008
Cultura e Cidadania: memórias do Teatro Amador e o novo CCC


Imagem 1: «Lá Vai Disto!...», folha de rosto do original aprovado mas com cortes de censura por parte da Inspecção dos Espectáculos controlada pela PIDE, 1951
Imagem 2: «Lá Vai Disto!...», final do espectáculo, vendo-se ao centro os actores Luiza Satanella e Fernando Antão, Teatro Pinheiro Chagas, 1951
O processo de construção de equipamentos de cultura nas Caldas da Rainha deveria marcar, decididamente, os primeiros anos do novo século ao nível da cultura arquitectónica e das manifestações das artes de palco. Se a programação desses espaços deve ser moderna, vanguardista e tomando passo com a contemporaneidade artística do país e do mundo, também será um campo fértil de afectos, nos quais têm cabimento a dignificação da memória de actividades locais que outras gerações de caldenses souberam fazer como forma de participação cívica e como papel desinteressado de quantos dispensaram protagonismos elitistas e moveram a adesão voluntária das pessoas a causas comuns. Será que isso foi, ou será, salvaguardado?
1. A Cultura Urbana e o Centro Cultural e de Congressos (CCC)
As cidades favorecem a criação cultural, e a sua dimensão condiciona a amplitude e a frequência de acontecimentos artísticos, não prejudicando, contudo, a qualidade dos programas de actividades ou da própria arquitectura que os envolve. As cidades, qualquer que seja a sua dimensão, são locais onde se pode trabalhar e consumir, pelo que se exigirá a humanização no planeamento dos novos espaços urbanos com a integração de equipamentos culturais que estimulem convivialidade e a cidadania. Por exemplo, as pequenas cidades não devem estar condenadas a uma cultura limitativa. É neste sentido que as cidades devem ser personalizadas, mas ao mesmo tempo abertas ao mundo, para que se estabeleça uma ligação global e se confrontem vários modelos e práticas culturais. Uma estratégia correcta de desenvolvimento cultural obriga a uma articulação com o urbanismo, o património, a economia, que assimilam um desenvolvimento equilibrado.[1] Importa integrar as festas, os festivais, espectáculos, as semanas gastronómicas ou outros eventos regulares, dentro das dinâmicas culturais fortes, com incidência na reabilitação urbana e na construção de centros de produção cultural.
Os museus municipais, que têm de positivo por exemplo o acesso gratuito dos públicos, devem ver reforçados os seus recursos humanos especializados, técnicos e no campo do serviço educativo. Urge saber qual o futuro da rede municipal de museus e desta com o novo CCC.
Os futuros espaços culturais da cidade devem representar marcas importantes de contemporaneidade na produção cultural, a que deve corresponder redes de programação regular concordadas entre gestores políticos e programadores institucionais independentes e criadores artísticos, porque o sucesso de um projecto local é o contributo fundamental para o desenvolvimento da cultura nacional.
Os novos edifícios do CCC e do Teatro da Rainha (a construir) deveriam determinar para o futuro o reforço da cidade como centro de cultura de referência nas artes do espectáculo. Em ambos, o teatro é uma das artes comuns, cumprindo o desígnio da descentralização.
2. Uma Memória do Teatro Amador
Há 50 anos, a cidade das Caldas da Rainha tinha um conjunto de cidadãos seus reconhecidos fora de portas pelo seu gosto pelo Teatro, animando diversos locais de representação, em benefício de instituições de solidariedade social, como os Bombeiros e o Montepio, nos palcos do Teatro Pinheiro Chagas, do Salão Ibéria e dos Pimpões. Comédias, revistas e operetas chegavam a ter criações notáveis, em resultado da generosidade e profundo gesto de participação cidadã dos caldenses.
Desde 1950, que a consagrada actriz italiana Luiza Satanella, então a residir em Óbidos, passou a colaborar em espectáculos de amadores locais (como foi exemplo o espectáculo «Lá Vai Disto!...», de 1951, visionado pela censura política), e, desde 1956,que se constituiu o Conjunto Cénico Caldense (o primeiro CCC). Estes e outros factos dessa época, ligados à vida caldense, já foram sobejamente historiados em diversas circunstâncias, tanto em tertúlias recentes, como nas páginas de publicações locais, como a revista Cidade Termal (n.º 8) e os jornais Gazeta das Caldas e Jornal das Caldas.
De entre todos os amadores caldenses, é justo referir o nome de Fernando Antão, pela sua viva presença como encenador e actor, mas também porque foi guardião de inúmeras memórias escritas e iconográficas desse tempo, como talvez apenas a também saudosa Arminda Alves, mas creio em menor número.
Fernando Antão desde muito cedo que pisou o palco. Tinha 9 anos, quando fez o monólogo “Fogueteiro”, continuando com outros mais, depois colaborando em diversas peças e, já nos anos 50, produzindo momentos inesquecíveis para todos os que ainda se recordam, porque têm idade para isso. O apego ao Teatro continuou em Lisboa mas, sempre quando vinha às Caldas, um dos sonhos que transmitia aos seus contemporâneos, e a mim próprio que o conheci muito mais tarde pela diferença de idade, era o de contribuir para um novo espaço museológico ou de memória.
Agora que o novo CCC é inaugurado, lembro a proposta, aprovada, em Assembleia Municipal, no início do ano 2000, em que, a propósito do falecimento de Fernando Antão, defendi precisamente a existência, aí, de uma área expositiva em memória do Teatro Amador Caldense.
Como prova da veracidade do facto, transcreve-se a acta dessa intervenção:
O senhor deputado Jorge Mangorrinha pediu a palavra para dizer que no passado mês de Dezembro faleceu em Lisboa mais um caldense cujo nome ficou intimamente ligado ao Teatro Amador Caldense. Trata-se de Fernando Antão, que durante os anos 50 e 60 personalizou, com tantos outros, um momento de afirmação das Caldas no universo artístico português.
Durante anos o teatro esteve ligado à animação cultural desenvolvida pelas Sociedades Caldenses de Cultura e Recreio. Desde a Sociedade Dramática Caldense ao Conjunto Cénico Caldense, muitos foram os nomes que nesta terra fizeram um teatro de grande dedicação e espontaneidade, contribuindo para que esta arte se tornasse um meio privilegiado de divulgação de Cultura.
Mais recentemente, nos anos 80, Fernando Antão contribuiu com a sua dedicação e experiência para a concretização de um momento único, que foi o projecto “Revista das Revistas”, que fez o repositório das realizações teatrais Caldenses.
Já nos anos 90, em Lisboa, ambos iniciámos um processo que objectivava o levantamento histórico e a homenagem a todos aqueles que se dedicaram nas Caldas ao Teatro Amador. Por várias razões o processo teve de ser parcialmente suspenso, levando apenas ao reinicio da actividade teatral na Sociedade “Os Pimpões”, a que se deve o interesse desta colectividade e o trabalho de outros caldenses que deram continuidade, em parte, aos nossos objectivos.
Em seguida apresentou a seguinte proposta:
Face ao exposto anteriormente (introdução), propõe-se que o próximo Equipamento Cultural a construir nas Caldas da Rainha, com funções de sala de espectáculos e de congressos, preveja no seu programa funcional a existência de uma área ampla onde seja criado um espaço de memória do Teatro Amador Caldense e de todos aqueles que se dedicaram, abnegadamente, para a afirmação das Caldas, contribuindo certamente para juntar num sítio condigno todo o acervo documental, representativo dessa época, distribuído actualmente por diferentes pertenças. [2]
Uma exposição recente realizada no Café Central podia ter servido para germinar uma outra mais vasta e cientificamente dotada de contextualização no âmbito da História do Teatro Amador em Portugal e dos próprios domínios da Sociologia e Cultura Urbanas. Exposição essa que serviria para congregar alguma documentação dispersa que existe, bem como recordar para sempre um período de sã participação dos caldenses em actividades culturais e de intensa intervenção cívica. Uma lição de Cidadania.
Jorge Mangorrinha
Lisboa, 25 de Abril de 2008
[1]Fernando Mora Ramos, Está tudo bem com o Teatro?, Lisboa, Edições Cotovia, 1999, citado por João Francisco Rodrigues Falcato, A Política Cultural nos Municípios: o Exemplo do Teatro, Congresso Internacional “Ordenamento Territorial e Desenvolvimento Urbano”, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Lisboa, 24-26 de Novembro de 2004, pp. 4-5.
[2]Sessão de Câmara de 7 de Fevereiro, na Reunião de 8 de Fevereiro de 2000.
segunda-feira, 21 de Abril de 2008
Exposição e Serão dia 25 de Abril 2008

Exposição: As Cores da Cidadania
Serão de Abril: “Tecer os Cravos de Abril”
Associação para a Cidadania
– Conselho da Cidade -
de 25 a 27 de Abril de 2008 na antiga Pensão Portugal (Rua das Montras)
A Comissão Executiva da Associação para a Cidadania sabendo como faz falta falarmos das coisas que interessam a vida do nosso Concelho, está empenhada em promover uma série de encontros, conversas e iniciativas em torno daquilo que nos diz respeito com o fim de juntar cidadãos interessados em constituir grupos de trabalho nas diversas áreas relativas à cidadania.
Pareceu-nos muito oportuno expor os trabalhos realizados no âmbito da campanha intitulada “ As Cores da Cidadania” neste dia importante para a democracia portuguesa e promover um primeiro encontro: “ Tecer os Cravos de Abril” em torno da memória do 25 de Abril.
A Associação para a Cidadania agradece a participação dos professores e alunos
Programa:
Sexta-feira 25 de Abril
15:00 Abertura da exposição “As Cores da Cidadania”
Convívio nocturno: “Tecer os Cravos de Abril”
Sábado 26 de Abril
Exposição aberta das 11:00 às 17:00
Domingo 27 de Abril
Encerramento da Exposição às 13:00.
Pensamos que só podemos crescer e promover um futuro promissor ao Concelho se houver cidadãos atentos e dispostos a partilhar os seus saberes em torno de todas as áreas da vida do Nosso Concelho!
Estão TODOS convidados! Venham dar VOZ à VOZ!
Actualização: Conversa com Paulo Ribeiro
quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Ontem, fomos aos Precários. 2º Encontros Mal Empregados
"2º Encontros Mal Empregados"
A antiga Pensão Portugal situada na Rua das Montras, por cortesia do Sr. Alberto Pereira, abriu de novo as suas portas no passado dia 16 de Abril, desta vez para receber o "2º Encontros Mal Empregados". Este encontro visou discutir a precariedade no emprego e foi uma forma do movimento MayDay e da Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha, promoverem o debate sobre uma situação emergente que atinge mais de um quarto da população em Portugal a trabalhar num regime precário de recibos verdes e em condições socialmente injustas, dando-se continuidade aos encontros/debates que se iniciaram o ano passado em Caldas da Rainha.
O encontro contou com a prestável colaboração do advogado Rui Tibério e Tiago Gillot, e para além do debate, os participantes puderam desfrutar de vários petiscos, ao som dos músicos de intervenção Diana e Pedro.
As portas da antiga Pensão Portugal foram abertas às dezoito horas, tal como estava divulgado, mas a maior parte dos participantes, cerca de três dezenas de pessoas, apenas começaram a chegar depois das dezanove horas.
A conversa entre os presentes decorreu de um modo informal, com o relato de experiências, a troca de informações e o debate de ideias. Os representantes do MayDay deram a conhecer as actividades que as organizações contra a precariedade no emprego têm promovido e apresentaram alguns dados úteis e importantes sobre a precariedade em Portugal. E porque se pretendeu apontar algumas orientações práticas, referiu-se que é muito importante o esforço de todos e que esse esforço passa pelo contributo e/ou participação em actividades, encontros e acções de rua, de modo a se concentrarem esforços e dar-se mais força à voz colectiva contra as condições de precariedade no emprego.
A este propósito, o MyDay divulgou que no próximo dia 1 de Maio se vai realizar em Lisboa a parada Precária e a Associação para a Cidadania considerou muito importante, porque é um acto de cidadania, continuar a promover iniciativas que contribuam para a resolução deste problema.
A actuação dos músicos Diana e Pedro animou o encontro, não só pela criatividade musical mas também pela força inspiradora dos seus textos críticos.
Por volta da meia-noite, a antiga Pensão Portugal encerrou as suas portas, ficando a ideia de que as nossas convicções saíram reforçadas e que no dia seguinte, todos iríamos continuar a dar o nosso esforço para esta causa.
Endereços úteis para divulgar, consultar todos os dias e onde podemos dar o nosso contributo:
Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha: http://ccid-cr.blogspot.com
F.E.R.V.E.: http://fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com
MayDay: http://www.maydaylisboa.net
Precários Inflexíveis: http://precariosinflexiveis.blogspot.com
Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade das Caldas da Rainha

segunda-feira, 14 de Abril de 2008
Políticas culturais

“Os que faltam à verdade nas pequenas coisas,
Não merecem confiança nas coisas importantes.”
(Albert Einstein)
Ao longo desta caminhada, aprendi com o tempo, como membro da Comissão Executiva, que o humor faz bem à saúde e recomenda-se, e que nos seus grandes momentos do talento, o humorista, ilumina-nos, escondendo a mais profunda e evidente sabedoria com o riso e a gargalhada espontânea.
Não me é difícil explicar por que resolvi escrever este texto e partilhar convosco tal leitura, mas tal como escrevi ao princípio é porque “os que faltam à verdade nas pequenas coisas, não merecem confiança nas coisas importantes”. Ao que me parece, ao identificarem-se certos “agentes culturais”, ou melhor, o empreendorismo cultural, possivelmente a actividade cultural mais poderosa entre as que moldam a sociedade actual e, quer nos demos conta disso ou não, provoca e provocará alterações importantes que reflectir-se-ão no nosso comportamento individual e social. Eticamente isto não tem sentido porque separam o que é daquilo que desejamos e, de um modo um pouco arrogante da minha parte, o “temos de conhecer, iremos conhecer”, não se traduz em cultura no “como conhecemos, iremos aplicar”, até mesmo porque, cada descoberta cultural não traz consigo um manual de instruções para se aplicar, nem é tão pouco um pacote do género “pague um leve três”.
Se a presente conversa com Paulo Ribeiro, contribuir para o Estado da cultura em Caldas da Rainha, que assim seja, porque nunca se deve defender o medo de qualquer conversa, mesmo que haja a tentativa de aconselhar tal procedimento, como se faz nos maços de cigarros, onde neste caso se poderia ler “cuidado que a presente conversa poderá fazer mal à sua saúde mental”. No entanto há que chamar a atenção para qualquer que seja a opinião final do cidadão, penso que a conversa lhe será de maior proveito e também que lhe servirá de exemplo.
Atribui-se apocrificamente à arte jocosa de que a filosofia político-cultural é tão útil para os ditos “agentes culturais”, como a ornitologia para o estudo das aves. A ironia a esta graça merece a devida atenção, mas antes devemos rir, pois no rir está a descoberta nem que seja da própria desconfiança, já que ao grande timoneiro das culturices, ao ter lançado uma campanha contra as aves que destruíam, segundo ele, as culturas agrícolas, aos poucos quase se exterminavam todos os pássaros e, assim, quase se destruíam também as culturas, porque qualquer ornitólogo poderia ter informado os ideólogos, que os odiados pássaros se alimentavam dos insectos que constituíam, esses sim, um perigo muito maior para a agricultura do que as próprias aves. Ora esta casualidade do efeito-causa aplica-se aos ditos agentes, como sábias moscas que se colocam em cima de qualquer porcaria com a mesma facilidade com que pousam em cima da coisa mais bela e sublime, onde estes sabujos com pés de veludo labutam, ora a troco de uma esmola, ora querendo parecer aquilo que não são, mas que são aquilo que sempre foram – oportunistas. Porque nós cidadãos, na condição de humildes pessoas de bem, conseguimos ver. E ver mais longe é uma qualidade que nem todos têm.
Agostinho Brandão
domingo, 13 de Abril de 2008
Folheto do 2º Encontro Mal Empregados


Dia 16 de Abril às 18:00
na antiga Pensão Portugal- rua das montras
Com Rui Tibério (Advogado) e membros do Mayday Lisboa
Vamos aos precários?
Conferência/debate: Poder local e participação pública
A conferência/debate organizada/o pela Convergir com o apoio da Associação Comercial do Porto e a Lipor foi muito benéfica para Associação para a Cidadania - Conselho da Cidade- começar a teçer laços com outras Associações empenhadas na cidadania e para delinearmos juntos estratégias fundamentais ...
Resumo:
O objectivo principal da conferência e debate organizado pela Plataforma Interassociativa Convergir, com o apoio da Lipor e da associação comercial, no Porto, dia 11 de Abril na Bolsa era “recolher sugestões e ideias para incentivar alguma forma, a definir futuramente, de tornar mais actuante a intervenção da sociedade civil na cidade do Porto sobre as questões da cidade, designadamente em matéria ambiental e urbanística, para isso ouvindo dirigentes dos dois únicos Conselhos de Cidade existentes no país, o de Caldas da Rainha e o de Coimbra e de um representante da Lipor”. Portanto, ambos os Conselhos de Cidade tinham de ter em conta o objectivo do encontro, assim como, no caso da associação caldense, fazer uma breve apresentação sobre o contexto histórico da fundação do Conselho de Cidade de Caldas da Rainha, estrutura, funcionamento, relações com o poder local, com a população e os seus objectivos e intenções. Os objectivos do encontro foram atingidos, no sentido em que, por um lado, a conferência favoreceu o diálogo entre as associações preocupadas com questões relativas às cidade numa postura que pretendia abrir o debate, isto é, dar a palavra ao cidadão presente na sala, e, por outro lado, o Conselho da Cidade das Caldas da Rainha teve a oportunidade de se dar a conhecer tanto em torno da sua criação, como nas suas propostas e estratégias presentes. Houve entre 40 e 50 participantes que intervieram com perguntas pertinentes em torno da função das associações para a cidadania, das estratégias e acções a desenvolver, das questões ligadas à discussão do PDM, implementação da Agenda 21 Local, como dialogar com o poder local, qual a postura diante dos partidos, mas também foram abordas questões relativas à falta de adesão dos cidadãos, assim como dois aspectos com alguma relevância na nossa sociedade tais como as indignações pontuais e os novos agentes públicos emergentes. O Conselho da Cidade das Caldas fez um resumo histórico e, baseado no seu plano de acção, explicitou algumas das estratégias que está a desenvolver junto do cidadão.
quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Dia 16 de Abril, vamos aos precários!
Conversa com a presença de Rui Tibério e membros do MayDay Lisboa!
sábado, 5 de Abril de 2008
terça-feira, 1 de Abril de 2008
Actualização: As Cores da Cidadania
Cartaz da E.B1 de Alvorninha - 3º Ano Turma B
NOTA: Agradecemos a Escola dos Vidais pelos magníficos cartazes. Estamos a digitalizá-los e estarão brevemente online.
quinta-feira, 27 de Março de 2008
Divulgação: Conselho da Cidade de Coimbra
TRIGÉSIMO SEGUNDO ANIVERSÁRIO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
ANIVERSÁRIO 145 DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE COIMBRA
02 DE ABRIL DE 2008
DEBATE
Que Cidadanias para a Cidade?
José Augusto Ferreira da Silva, presidente da assembleia-geral do Conselho
Magda Alves, autora de tese de Licenciatura sobre o Conselho
Elísio Estanque, orientador da Tese
Local – Sede da ACIC, Av. Sá da Bandeira 90/92
Horário – 21h15
Dia da Semana – Quarta-feira
Início – 21h30
Termo – 24h00
Nota – a tese estará à venda no local, a preço simbólico
Brevemente....Precári@s nas Caldas
Devido à abrangência da precariedade, isto é, pelo facto da condição precária atingir vários sectores laborais, fazendo com que não tenha havido uma verdadeira solidariedade, um verdadeiro corpo de precários organizados, há que contemplar o facto que estamos todos ameaçados a maior ou menor prazo! Esta ameaça não é pontual, porque atinge cada vez mais trabalhadores! Esta ameaça não é inócua e não diz respeito apenas a uns quantos! Temos de deixar de pensar em termos particulares. Temos de pensar numa dimensão maior, porque isto vai envolver as gerações futuras!
Devemos exigir direitos que sejam justos! Devemos exigir que sejam contempladas, analisadas e resolvidas todas as questões que envolvem a Segurança Social, a Saúde, os Subsídios de férias, de Desemprego, os assuntos relativos aos compromissos laborais, sociais e fiscais das entidades patronais para com o Trabalhador e o Estado.
Devemos exigir um sistema de descontos na Segurança Social mais equitativo que contemple a situação laboral do trabalhador precário, isto enquanto trabalhador independente/ a recibo verde, e do agregado familiar, assim como a participação das várias entidades patronais que contratam a recibo verde.
Devemos exigir um aumento do limite máximo de rendimentos sem retenção na fonte, nem IRS. Pois, se fizerem contas, o limite para não estar sujeito ao IRS e não estar sujeito à retenção na fonte é de 10 000 euros por ano, contando que o ano tem 12 meses...faz 833,333333333 por mês, tirando os descontos mensais em regime obrigatório, à Segurança Social, fica 681,75€. É preciso não esquecer que há meses em que o trabalhador independente, aquele que trabalha exclusivamente a recibos verdes não tem trabalho. É preciso não esquecer a grande irregularidade de rendimentos de mês para mês, de ano para ano. No entanto, durante esse tempo, tem que continuar a descontar para a Segurança Social (190,97€ no R.A. ou 151,58 € no R.O), tem que poder alimentar-se na mesma, tem todas as contas para pagar, tem todas as despesas inerentes ao bom desempenho do seu trabalho precário.
Pensem em todas as subtracções necessárias a este montante máximo e limite: a quotização mensal para a Segurança Social, a renda, o gás, a água, a electricidade, os transportes e a comida… Mais! Em certos casos, há também que contar as despesas do infantário, do ATL, as despesas necessárias à educação, à saúde. Quanto fica para comer todos os dias? Depois há as despesas quase necessárias hoje em dia, como telefone, internet…Mais o facto de que os precários têm frequentemente que investir em material, carro, deslocações e outras despesas inerentes às funções que desempenham. Todas estas despesas estão a seu cargo, não são descontáveis, pois enquanto trabalhadores independentes no patamar inferior a 10 000 euros anuais, não estão contemplas na declaração de IRS. Alguém pode viver sozinho com alguma contenção com este montante, mas no panorama das mudanças sociais da estrutura familiar actuais, pode viver sozinho com filhos? Pode? Devemos exigir segurança na própria construção de uma vida! É importante a inclusão social dos precários! Porquê? Porque ao agravar esta situação estamos a fazer com que os nossos direitos à estabilidade e à dignidade sejam cada vez mais menosprezados, estamos a deixar que fragilizem todos os trabalhadores e com que os nossos filhos sejam futuros precários...
Devemos exigir direito ao subsídio de desemprego, direito a subsídios de Natal, de Férias, direito a baixa médica.
Devemos exigir direitos para poder alugar uma casa, pedir um empréstimo, abrir uma conta no banco...
Mas voltemos atrás...Será que sabem o que é um trabalhador precário? Não é alguém que não tem formação. Não é alguém que não seja competente. Não é alguém que não quer trabalho e que não queira trabalhar...pois... és TU, sou EU...são os nossos filhos!
Há que saber que o precário trabalha sempre! Sim! Todos os dias da semana, independentemente de ser feriado, ou fim de semana...Trabalha, trabalha, trabalha mesmo quando não tem trabalho, trabalha! Há que saber que o trabalhador precário não pode ficar doente, não mete baixa, porque não há baixa que lhe valha. Sabem porquê? Porque o precário vive o dia a pensar nas contas a pagar todos os meses, naquilo que vai comer no dia seguinte, ou naquilo que vai poder dar de comer à sua família no dia seguinte... Então quando não tem trabalho, isto é, umas horas aqui, outras acolá, procura ter mais horas aqui e acolá, faz projectos, faz contactos, lima e transcreve currículos, envia cartas e correios electrónicos... O Precário trabalha sempre! Mesmo! O precário não tem férias, pois não tem direito a férias, posto que, se não “trabuca não manduca”, posto que nunca sabe o que vai ser o dia, a semana, o mês seguinte. O precário não sabe de feriados, não faz ferias, não tira uns dias... Não descansa! O precário não tem tempo. Não está contemplado pelas sábias e reveladoras estatísticas do IEFP. O precário é aquilo de que todos os governos sonham! Sabem porquê? Porque não entra nas estatísticas do desemprego, logo não conta. Porque não é um encargo maior para as empresas em que desempenha funções, logo não custa nada, posto que é ele quem paga tudo. Porque a preocupação do dia de amanhã é tão insustentavelmente pesada que o precário não tem tempo para falar com os outros precários, para se organizarem, para fazerem corpo, para exigirem direitos devidos e contemplados por lei, logo não é uma ameaça para o “bom” funcionamento do Estado.
Ana da Palmaquarta-feira, 19 de Março de 2008
segunda-feira, 17 de Março de 2008
Actualização: Conversa com Paulo Ribeiro
domingo, 2 de Março de 2008
As Cores da Cidadania na rua dia 1 de Março
Sabádo 1 de Março, houve outra sessão de rua com mais desenhos acompanhados de maçãs e beijinhos.
Parece-me que nesta primeira fase desta campanha específica, que deseja tocar as crianças, mas também envolver os pais, numa acção agradável em que durante umas horas se ocupa a rua distribuindo panfletos, e partilhando um papel de cenário, cores, laranjada, maçãs e beijinhos, estamos a tornar a Associação para a Cidadania numa coisa mais palpável, mais acessível a todos.
domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Divulgação: Amnistia Internacional
Sessão de reflexão, esclarecimento e formas de acção.
Sábado, 1 de Março, 16 horas, Auditório da Biblioteca Municipal de Caldas da Rainha
A sessão contará com a participação de Filipa Alvim, autora do relatório "Mulheres (in)visíveis", da secção Portuguesa da Amnistia Internacional, Isabel Baptista, Juiz de Direito, membro da direcção da Associação de Juízes pela Cidadania (AJpC) e Vítor Trindade, Comandante da PSP de Caldas da Rainha.
quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
Divulgação:- Património Histórico:" Porquê reabilitar? Porquê não reabilitar?"
No Mazagran Caffè, às 21.30H.
Contamos com a tua presença!
Divulgação: Conferência dia 21
Universidade Senior Rainha D. Leonor, subordinada ao tema "Tratado de Lisboa: o
que os Portugueses podem agora esperar da União Europeia"
apresentação breve do tema por Jorge Santos
Conferencista convidado: Dr. António Jácomo
As Cores da Cidadania na rua dia 16 de Fevereiro
Na rua com as Cores da Cidadania
Fizemos laranjadas, limonadas
Os pais conversaram...fizeram perguntas sobre o Conselho da Cidade, sobre a campanha das cores
quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
O Conselho da Cidade sai à Rua com as Cores da Cidadania
Estaremos na Rua Heróis da Grande Guerra, à frente da LOJA 107 com:
- papel e cores para desenhar no chão
- conversas de alecrim
- brincadeiras de oliveira
sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Divulgação: Seminário Zonas Húmidas
Seminário
Zonas Húmidas e
Sítios Ramsar em
Portugal
9 de Fevereiro
Salão Nobre
Associação de Municípios do
Oeste
Caldas da Rainha
Sob a égide:
Acção integrada na Semana das Zonas Húmidas
(1 a 9 de Fevereiro de 2008), iniciativa do GEOTA
em comemoração do
Dia Mundial das Zonas Húmidas ( 2/Fev.)
LeaderOeste
®
Programa
(provisório)
14h30 – Recepção dos participantes
14h45 – Mesa de Abertura
Presidente da C.M. Caldas da Rainha*; Eng.ªAna Paula Neves, A.M. Oeste*; Dr. A.
Carneiro, Região de Turismo do Oeste; Dr.ª Maria João Burnay, ICNB/Departamento
de Gestão de Áreas Classificadas - Zonas Húmidas; Prof. Doutor Carlos Nunes da
Costa, Presidente do GEOTA, Dr.ª_Maria João Dias, Presidente da Associação
PATO.
15h30 - 15h40 – Assinatura de Protocolos
15h40 - 16h30 – Intervenções dos oradores
Moderação: Dra. Conceição Martins (GEOTA/PATO)
•O Papel do ICNB na protecção das Zonas Húmidas e na gestão dos Sítios Ramsar
em Portugal - Dr. João Carlos Farinha (ICNB/Departamento de Gestão de Áreas
Classificadas - Zonas Húmidas)
•Protecção da Ria de Alvor – Dr. Tiago Branco, A Rocha
•Uma visita à Reserva Natural do Paul de Arzila – Eng.º Lino Nossa (ICNB)
•16h30 – 16h45 – Intervalo para café
•16h45 – 17h45 – continuação dos trabalhos
•Lagoa de Bertiandos – C.M. Ponte de Lima **
•Albufeira do Azibo – C.M. Macedo de Cavaleiros *
•Eng.ª Sandra Carvalho, Águas do Oeste
•Paul de Tornada: Sítio Ramsar - Dr. César Capinha, Associação PATO
•Lagoa de Óbidos a Paisagem Protegida? – Hélder Cardoso, Associação PATO
18h00 – 18h30 - Debate e Conclusões
quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Campanha "As Cores da Cidadania"
Campanha “ As cores da cidadania “
Desperte os seus sentidos.
Sinta a emoção das cores da cidadania.
Toque-lhes entre quadro mãos, prove que tem bom gosto e ouça o que as novas tendências lhe têm para lhe dizer. Prepare-se para despertar todos os seus sentidos. Aqui vai acontecer uma outra tendência, novas sensações para dias a cores, a pensar em si e no seu espaço de cidadania.
Transformar a cidade num lugar aberto à pureza. Seguir o caminho da maré de gentes a encontrar a liberdade na manhã clara. Apenas sentir o sentir do porvir da polis.
A sensação de calor nas mãos e do brilho da miragem no olhar atento e alerta. A textura macia das emoções na pintura, aquela que nos faz sentir mais próximos, mais aconchegados.
É bom poder escolher entre tantas coisas a cor mais deliciosa. Tudo depende dos ingredientes, da arte de misturar cores e do saborear (no olhar) a nosso modo.
Tenha tendência para as cores fortes, não importa qual, apenas a que diz respeito à cidadania. Todas estão em sintonia com a personalidade de cada um, porque agitam o que está estático, porque se destacam pela energia que transmitem, como música para os sentidos.
A. Brandão
segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Artigo sobre a campanha As Cores da Cidadania
terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Novidades Conselho da Cidade de Coimbra
Iniciativa do Conselho da Cidade de Coimbra:
A SAÚDE, OS HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE E A CIDADE
O Conselho da Cidade convida os cidadãos e os órgãos da comunicação social a estarem presentes e a divulgarem a iniciativa acima referida a ter lugar na Sala de Conferências da Casa Municipal da Cultura no dia 23 de Janeiro quarta-feira pelas 21h00 com intervenções iniciais dos médicos
António Marinho Silva
António Rodrigues
Fernando Regateiro
Seguindo-se debate
domingo, 20 de Janeiro de 2008
Convite :Recordando as Caldas no Centro Histórico
(Fotografia de Maria da Mercês Sousa e Silva)Convidam-se todos os cidadãos para mais um encontro
“Do Palácio Real à Igreja de Nª Sª do Pópulo” assim se designa a próxima visita que se irá realizar no próximo sábado, dia 26 de Janeiro. O encontro terá lugar pelas 15h junto à Igreja Nª Sª do Pópulo
Esta é a quarta iniciativa organizada pelos Grupos de Trabalho do “Ambiente, Património, Urbanismo e Turismo” e da “Cultura” do Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania, constando de percursos pedestres e visitas designadas genericamente de “Recordando o Centro Histórico de Caldas da Rainha” a fim de possibilitar a participação dos cidadãos na partilha de conhecimentos e experiências referentes à zona onde o respectivo evento se realiza.
São partes colaboradoras nesta actividade o Centro Hospitalar de Caldas da Rainha e a Associação do Património Histórico.
sábado, 19 de Janeiro de 2008
Convite : Projecção de "À porta do Hospital Termal"
Convidam-se todos os cidadãos!
Dia 22 de Janeiro terá lugar no Mazagran ( Travessa da Cova da Onça) pelas 21h, a projecção do registo efectuado ao longo do terceiro percurso designado “À porta do Hospital Termal – entre a Rua Nova e a Rua Direita” no passado dia 27 de Outubro de 2007.
quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Campanha- as cores da cidadania

Participa! Divulga!
Todos os cartazes serão publicados neste blogue e uma exposição será realizada em Abril.
domingo, 13 de Janeiro de 2008
Reunião
- Cidadãos para discussão pública do PDM.
- Cidadãos para aderir à Agenda 21 Local.
- Cidadãos para alertar: Ambiente, Trabalho, Segurança, Educação, Cultura
- Cidadãos para organizar o encontro com Paulo Ribeiro
- Cidadãos para divulgar, produzir textos, colocar questões para os encontros sobre leitura, TV, Internet, Imagens, informação, educação. Todas as participações serão divulgadas online.
- Cidadãos para os encontros de Maio 08
As Cores da Cidadania!
Uma pergunta para todas as crianças e adolescentes.
Todos os cartazes serão publicados neste blogue e no final haverá uma exposição com as cores da cidadania!
domingo, 6 de Janeiro de 2008
Para 2008
A Comissão Executiva do Conselho da Cidade deseja a todos os cidadãos um maravilhoso ano de 2008 ainda por vir. Neste início de ano, como no início de qualquer momento nas nossas vidas, é importante fazer um balanço, ponderar o que está por fazer e reflectir tanto sobre o que foi feito, como sobre o que ainda fica por fazer. Como todos os cidadãos e associados sabem, a Comissão Executiva herdou de uma situação um tanto precária no seio do Conselho da Cidade tanto a nível humano, como a nível financeiro, contudo com trabalho para abrir novas perspectivas e o empenho do cidadão caldense para a sua cidadania, com a sua voz nos inúmeros projectos lançados ao acaso de uma conversa, pensamos poder concretizar JUNTOS alguns dos objectivos delineados no Plano de Acção que foi apresentado e aprovado em Assembleia Magna. Este plano de acção encontra-se disponível no blogue do Conselho da Cidade, por correio electrónico ou a simples pedido por correio regular ao seguinte endereço: Conselho da Cidade, Rua dos Bombeiros Voluntários nº2 -1º, 2500-118 Caldas da Rainha.
A Comissão Executiva deseja informar o cidadão caldense que o Conselho da Cidade
- Tem um livro de quotas para facilitar e cobrança das cotas e poder entregar um “recibo” aos associados.
- Elaborou um folheto informativo sobre o Conselho da Cidade e que será distribuído para facilitar a recepção de novos associados.
- Tem um blogue: http://ccid-cr.blogspot.com/ no qual qualquer cidadão pode participar através de comentários, de textos e fotografias que terão de ser enviadas para o seguinte endereço de correio electrónico: conselhocidade@gmail.com ou simplesmente por correio para a sede da Associação para serem transcritos ou digitalizados.
- Lançou um desafio aos pais, educadores, professores e encarregados de educação para incentivarem seus filhos, formandos, alunos a produzirem um cartaz sobre o tema/pergunta: “O que é a cidadania?” Estes serão publicados no blogue e eventualmente expostos numa futura exposição.
Agora é URGENTE! Precisamos de:
- Cidadãos que queiram participar na discussão do PDM. Um requerimento foi feito à Câmara neste sentido e o empenho do cidadão é imprescindível para podermos usufruir de um direito que é nosso!
- Cidadãos que queiram participar na adesão da Câmara das Caldas da Rainha à Agenda 21 Local. A Câmara das Caldas da Rainha sabe pelas reuniões que teve com a Comissão Executiva do Conselho da Cidade o interesse do cidadão em aderir à Agenda 21 Local. Ponto de partida, no quadro de uma estrutura, para uma cidadania participativa e sobretudo para dar voz à voz do cidadão, para que este possa de forma construtiva opinar sobre projectos e decisões que dizem respeito ao seu espaço de vida.
- Cidadãos vigilantes, disponíveis para alertar para situações delicadas em todas as áreas da vida do cidadão: Ambiente, Trabalho, Segurança, Educação, Cultura
- Cidadãos para integrar um grupo de trabalho que se dedica a organizar uma série de sessões/debates sobre a Leitura, a Televisão e a Internet, cujo projecto já está elaborado, com cartaz produzido por um aluno da ESAD, contactos feitos e participações já confirmadas.
- Cidadãos para organizar um encontro em torno das consequências, vestígios, perdas e ganhos do Maio 68 em colaboração com o Instituto Franco-Português.
Que este ano nos traga um ramo de cidadania com as VOSSAS IDEIAS!
A Comissão Executiva do Conselho da Cidade
quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Haverá uma Cidade Republicana?(a propósito das Comemorações da República, 2008-2010)
Em Janeiro de 2006, portanto há precisamente dois anos, iniciei no âmbito da Câmara Municipal de Lisboa a coordenação de uma equipa de projecto para o estudo do espaço público e da evolução urbana nos últimos 100 anos, acrescidos de exercícios de prospectiva para 2010, tendo em atenção as Comemorações do Centenário da República. O percurso decorrido constitui-se, actualmente, em iniciativas integradas no Programa, em finalização, ultrapassando até a mudança do executivo autárquico da capital. Em Outubro passado, fui moderador de um debate, em Lisboa, sobre a construção dos bairros sociais promovidos durante a Primeira República.
Entretanto, desenvolvo uma linha de investigação, na qual se incluem também aspectos urbanos do período de charneira do final da Monarquia e dos alvores da República, enfatizando o caso das Caldas da Rainha, prevendo que os resultados se dêem a conhecer durante o período que decorre até ao final de 2010.
Como se deseja, o ano de 2008 iniciará, efectivamente, as Comemorações Nacionais, ancoradas em acontecimentos de grande significado para a História do Portugal Contemporâneo, desde a vitória do Partido Republicano Português nas eleições municipais de Lisboa de 1 de Novembro de 1908 até à implantação do novo regime em 5 de Outubro de 1910. Estes acontecimentos tiveram, também, natural repercussão nas cidades de província, e, mais do que relevá-los, importa repensar e actualizar no tempo o legado republicano, com base nos valores da liberdade, da igualdade política e social, da democracia representativa, da cidadania, da emancipação pela educação e da descentralização e autonomia municipal. Nestes 100 anos, de uma forma significativa, o espaço público assumiu-se como o preferencial no exercício dessa cidadania, e os espaços centrais foram caracterizados por um quotidiano único e pela sociedade nela pintada, fotografada e descrita através dos tempos.
Daí que comemorar a República no espaço público é celebrar o próprio espaço público.
É manter viva a expressão comunicacional de há 100 anos, quando não havia rádio, televisão e internet, apesar de estes serem presentemente fundamentais.
Ao mesmo tempo, acredito que a celebração da República não deve ser um doesto à Monarquia, na qual se deram alguns dos maiores feitos da nossa História, mas deve sublinhar os aspectos relevantes da herança republicana, como a cidadania democrática e o substrato humanista. Não deve ser um exercício fútil, mas incluir intervenção urbana marcante. Não se deve limitar à História, mas ser criativamente prospectiva.
É certo que o estado financeiro em que o país e as autarquias se encontram não deixa espaço para eventos dispendiosos, mas a maior cooperação entre entidades centrais e locais e a sociedade civil pode possibilitar uma forte componente cidadã, como âncora mobilizadora.
Desejo que o segundo século republicano seja melhor do que o primeiro: mais genuíno na praxis política, mais afirmativo na cidadania e mais justo nos direitos da sociedade. Na leitura e no entendimento da evolução das cidades, encontraremos as respostas, por exemplo, às seguintes questões:
Será que há uma Cidade e uma Lisboa Republicanas?
E sentimos hoje em dia nas cidades médias portuguesas, como as Caldas, os valores de um século de República?
Jorge Mangorrinha
Lisboa, Dezembro de 2007
segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
Continuamos com Agenda 21 Local
Resistências.
São poucas e raras as alusões e as alegorias à resistência, ou à digressão, representadas nas artes. Personagens como Antígona, ou Prometeu, que serviram de emblema para grandes causas, parecem ter tido um tempo de vida e de referência hoje em dia ultrapassado e esquecido. São personagens que se encontram mais ligadas à literatura e, principalmente, ao teatro ou à poesia. São personagens que acabam por ser pouco referidas, citadas ou representadas, porque no fundo, como no caso de Antígona, trata-se de personagens heróicas e trágicas que incomodam profundamente todas as estruturas e ordens estabelecidas. No que concerne Antígona, ela é uma personagem quase periférica e a sua actuação remete para as margens. Na mitologia grega, ela era filha de Édipo e guiou-o no final da sua vida depois de ter abandonado Tebas, mas o aspecto mais importante foi a sua desobediência às leis do seu tio Creontes, cujas consequências levaram à sua condenação e morte segundo algumas versões do mito.
A história de Antígona foi contada várias vezes ao longo dos tempos, mas sempre me fascinou e fiquei feliz por ouvir citar umas das mais belas palavras de Antígona no café literário organizado pela Loja 107 e o Património Histórico sexta-feira passada, em torno do livro de João Teixeira Lopes intitulado Escola, Território e Políticas Culturais, publicado pela editora Campo da Letras. As palavras citadas encontram-se na Antígona de Annouilh e são mais ao menos (cito de memória) as seguintes: “ Moi, je veux tout et tout de suite!” ( Eu, quero tudo e agora!). Trata-se de uma impaciência que o tempo soube pouco a pouco calar em nós e é saudável haver alguém a relembrar algo que no fundo não é tão distante na História e na vida dos Homens.
Como o título do livro indica, falou-se de cultura de uma forma geral, do caso de práticas culturais em Portugal, através dos exemplos citados pelo autor, e de políticas culturais públicas. À medida das intervenções do público e das respostas do autor, uma coisa ficou bem clara, não podemos falar de um autêntico projecto naquilo que diz respeito às políticas culturais do país. Assim sendo, e sabendo o que temos, fiquei com a pergunta insistente e recorrente: Será que queremos políticas culturais? Será que é realmente desejável ter políticas culturais? Elaboradas por quem? Como? Para quem? Baseadas em que dados e em que circunstâncias? De facto, poderíamos usar umas linhas orientadoras que depois teriam necessariamente de ser adaptadas, moldadas e reformuladas para cada caso ou situação, mas mesmo assim feito por quem e como? Não estou a falar de uma cultura de elite para elite, nem de uma cultura pop para as massas, pois hoje em dia, a palavra cultura excede todos os campos da vida e do conhecimento dos homens, ao ponto que tudo é/pode ser cultura.
Voltando a Antígona, uma personagem (de teatro) originalmente de Sófocles, que encarna a resistência e desobediência civil, retomada na obra de Annouilh, onde ela simboliza a resistência dos franceses aos alemães durante a segunda Guerra Mundial, o que sobressai em todas as obras em que Antígona aparece, é que ela configura quase uma alegoria que remete sempre para a resistência e a desobediência.
O mais fascinante nisto tudo, são os sinais que podemos apreender. Principalmente, as ligações possíveis entre a postura de Antígona e aquilo que podemos exigir no que concerne as políticas culturais. O mais difícil é sempre saber como! Mas como? Como fazer para que possamos ter um direito de palavra para um projecto de políticas culturais públicas? Aqui fariam falta as sábias palavras de Ulisses, quando diz que não gosta de repetir aquilo que já explicitou claramente...
Nesta questão, que remete para um “como fazer” e que passou quase despercebida durante a sessão, o autor indicou um caminho que todos nós conhecemos e que se encontra ao nosso alcance. Trata-se da Agenda 21 Local. Isso poderia e deve ser o nosso instrumento para uma política cultural pública.
Ana da Palma, Gazeta das Caldas 14/12/07
sábado, 15 de Dezembro de 2007
Ainda Agenda 21 Local
sobre a Agenda 21 Local ver AQUI
Agenda 21 Local
Outro sonho longínquo
Não vivemos em século nenhum, vivemos a época de Pandora! Sim! Vivemos na era de todas as caixas de Pandora. Caixas abertas e outras hermeticamente – ou assim o esperamos! – fechadas. Nesta era em que vivemos, na ponta da perfeição ainda e sempre por vir, ainda e sempre por chegar, por vezes surpreendo-me a sonhar com um Epimeteu mais valente, mais potente e corajoso que o próprio irmão! Pois, se Epimeteu , o irmão tão fraco, sensível e sentimental de Prometeu, não tivesse sido tão terrivelmente humano, se não tivesse todos os sentimentos à flor da pele, talvez tudo teria sido diferente! Assim, no momento em que Prometeu foi condenado, não teria sentido tantas saudades do irmão preso por ter desobedecido às ordens de Zeus, que não teria enviado Pandora, que não teria aberto a caixa, que não teria espalhado os males....etc.
A gramática tem estas coisas maravilhosas, como as relativas, que permitem encadear frases até nunca acabar, ou simplesmente revelar o círculo nunca completo, mas sempre círculo, que cada coisa das nossas vidas toma, alimenta e perpetua. Está claro que é impossível re-contar o mito, mudar ou alterar aquilo sobre o que está fundada a nossa cultura, apenas podemos acrescentar e isso, sim, sabemos fazer! E neste caso concreto, temos homens capazes de o fazer! Pois, verifico que, por um lado, alguns dos nossos dirigentes pretendem igualar um deus omnipotente, omnisciente e omnipresente criando novas caixas hipotéticas e “salvadoras”, semelhantes ao tapete debaixo do qual se pode esconder todos os lixos nos desenhos animados, onde o mal do nosso século, o famoso CO2 , ficaria preso para todo o sempre. Por outro lado, com toda a nossa tecnologia , cada vez mais apurada, em breve seremos capazes de confortar as populações fazendo cair a chuva ou brilhar o sol, nos momentos em que todos os deuses não nos são favoráveis, como a falta de capacidade dos belos cúmulos (será que ainda se vão chamar cúmulos?) produzirem chuva, uma chuva benéfica e assustadoramente invisível ultimamente. Por outro lado ainda, a caixa aberta da sedutora enviada por outro deus, as questões tão prementes sobre o estado do planeta em que vivemos, todos os documentários, todas as notícias, as declarações, os filmes, os livros...etc.
Com tudo o que nos “dizem”, na televisão e nos jornais, onde se explora tudo o que há de mais humano em nós, os nossos sentimentos mais genuínos, os mais puros, quer sejam bons, quer sejam maus, focando ultimamente sobre aquilo que poderia e poderá ser uma catástrofe, em que se ligam as guerras, o sangue, as doenças, os males e as dores da nossa terra, isto parecendo mais próximo de nós, acaba sempre por nos tocar de mais perto, porque para aquilo que envolve o tempo, parece sempre que temos tempo, mesmo quando os nossos todos poderosos subalternos dos deuses nos dizem que falta pouco tempo. Mas temos um plano!
Desde a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro em 1992, um caminho começou a ser traçado, seguiu-se a Carta de Albörg , a carta de sustentabilidade das cidades europeias em 1994, e depois a Carta da Acção, ou Plano de acção de Lisboa em 1996, pouco a pouco algumas cidades aderiram à chamada Agenda 21 Local. Mais perto de nós, estamos a ver a tentativa nazarena, a proposta para adopção do orçamento participativo em Óbidos. Não sei se vai resolver os nossos ( subentendam: do mundo, pois não estamos fora do mundo!) males, pois não estou nos segredos de todos os deuses, nem dos seus ajudantes, mas quero acreditar que sim e quando quero acreditar (mais um sentimento tão tipicamente nosso!) há pouco que me faça mudar de ideias, excepto a reflexão, com base na experiência, a longo prazo.
O plano é a Agenda 21 Local. Esta consiste numa ferramenta que favorece a colaboração entre as autarquias e a sociedade civil, isto é, os subalternos dos deuses e nós, o povo. A agenda 21 local abrange todos os sectores da vida do cidadão, isto é, tanto o ambiente, como a área social, económica e cultural, assim como fornece uma ferramenta de sustentabilidade financeira ( e sei que todos sabem que os números são importantes! Pois, hoje em dia, importam mais do que qualquer outro aspecto.). É uma ferramenta que permite um planeamento estratégico envolvendo o cidadão, todas as áreas das actividades económicas, assim como todos os planeamentos urbanos e económicos promovendo uma auto-suficiência local. Algumas cidades aderiram ao plano, sem grandes certezas de implementação havia pelo menos 79 casos a 16/03/2007 em Portugal. Esperamos que a Câmara das Caldas da Rainha dê um passo em frente neste sentido.
Somos muitos! Somos tantos a ter um sonho!
Ana da Palma, Gazeta das Caldas 17/11/07
atpalma@yahoo.fr
URGENTE
Contacte-nos!
sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
Dia de chuva na cidade (2)
...
Presumo que os que planificam devem saber.
Penso que os que cuidam da organização da limpeza devem saber.
quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Informação
Pelo que a Comissão Executiva soube na última reunião cada cidadão pode ter acesso aos documentos na Câmara das Caldas da Rainha. Para outra informação sobre o assunto contacte-nos.
Novidades
No que concerne a discusão pública do PDM o Presidente remeteu-nos para o Sr. Arq Aboim. A Comissão Executiva reuniu-se com o Vereador Arq. Aboim a 12 de Setembro de 2007 e foi feito e entregue um requerimento de que não temos (ainda) notícias.
No que concerne a Agenda 21 Local, o Presidente da Câmara remeteu-nos para o Vereador Hugo Oliveira. A 20 de Setembro de 2007 a Comissão Executiva reuniu-se com o Vereador Hugo Oliveira que nos remeteu para duas suas colaboradoras que nos deveriam ter contactado no decorrer da 2ª semana de Outubro para agendarmos uma nova reunião com o Vereador Aboim.
A comissão executiva reuniu-se com as duas colaboradoras indicadas, Arq. Sónia Lopes e Dr. Vanda Pereira no dia 19 de Novembro de 2007.
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muitas reuniões para preparar o terreno para os cidadãos interessados em actuar nestas duas questões: PDM e Agenda 21 Local...


